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Estudo revela os segredos que mantêm a Grande Pirâmide de Gizé de pé há milênios

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Wagner Edwards
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A Grande Pirâmide de Gizé, também conhecida como Pirâmide de Quéops, desafia o tempo há aproximadamente 4,6 mil anos. Mais do que um ícone do Egito Antigo, a estrutura impressiona pela capacidade de resistir a diversos terremotos registrados ao longo da história sem apresentar danos estruturais relevantes. Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica do Egito buscou respostas para esse fenômeno, e os resultados foram publicados na revista Scientific Reports.

A sabedoria empírica dos construtores egípcios

Segundo o pesquisador Mohamed ElGabry, responsável pela investigação, o segredo está no conhecimento prático acumulado pelos antigos construtores egípcios. Embora não tenham utilizado princípios de sismologia moderna, esses profissionais desenvolveram técnicas empiricamente orientadas à estabilidade e durabilidade. As escolhas arquitetônicas adotadas há milênios acabaram por conferir à pirâmide uma resistência sísmica notável, mesmo sem intenção explícita de proteção contra tremores.

Fatores estruturais que garantem estabilidade

Os pesquisadores identificaram que a combinação de diversos elementos contribui para a resistência da estrutura. A base ampla, o centro de gravidade baixo e a simetria geométrica perfeita são características fundamentais que distributionam as forças de forma equilibrada. Além disso, a pirâmide foi construída sobre um leito de rocha calcária sólida, o que proporciona uma fundação extremamente estável capaz de absorver e dissipar movimentos sísmicos.

O comportamento vibracional único da pirâmide

Uma das descobertas mais significativas do estudo refere-se à frequência natural de vibração da pirâmide, que se concentra entre 2 e 2,6 hertz. Essa característica faz com que a estrutura responda de maneira integrada às vibrações, reduzindo tensões internas durante tremores de terra. Os cientistas também observaram que a frequência de vibração do monumento difere significativamente da frequência do solo ao seu redor, o que minimiza o risco de ressonância — um fenômeno capaz de amplificar danos em construções durante earthquakes.

O papel das câmaras internas na dissipação de energia

As câmaras internas, especialmente aquelas localizadas acima da Câmara do Rei, desempenham um papel crucial na proteção da estrutura. As medições realizadas pelos pesquisadores demonstram que esses espaços contribuem para a dissipação da energia sísmica, evitando a amplificação das vibrações nas partes mais elevadas da pirâmide. Esse sistema interno de redistribuição de forças representa mais uma evidência da sofisticada engenharia desenvolvida pelos egípcios antigos.

De acordo com ElGabry, os resultados indicam que não houve um projeto desenvolvido especificamente para resistir a terremotos. A proteção observada atualmente seria, portanto, um efeito indireto das escolhas estruturais voltadas à estabilidade e à longevidade do monumento. O estudo shedding light on como técnicas ancestrais, baseadas em experiência prática, acabaram por criar uma das estruturas mais resilientes já construídas pela humanidade.

Fonte: https://olhardigital.com.br

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