Início Criptomoedas MED 2.0 amplia rastreamento de fraudes no Pix, mas especialistas warnem: prevenção exige integração entre áreas
Criptomoedas

MED 2.0 amplia rastreamento de fraudes no Pix, mas especialistas warnem: prevenção exige integração entre áreas

Share
Vinicius Golveia
Share

O Banco Central正式izou nesta semana a segunda fase do Mecanismo Especial de Devolução do Pix (MED 2.0), uma ferramenta que promete ampliar significativamente a capacidade de rastreamento e bloqueio de valores utilizados em fraudes financeiras. A nova modalidade permite acompanhar o fluxo de dinheiro entre diferentes contas e impor bloqueio preventivo de até 11 dias durante a análise de casos suspeitos. Até então, a recuperação dos recursos ficava limitada à primeira conta receptora do valor desviado.

Como funciona o novo mecanismo de devolução

A principal inovação do MED 2.0 está na possibilidade de rastrear valores que foram rapidamente pulverizados entre contas intermediárias, uma prática comum de fraudadores para dificultar a recuperação. Com o novo sistema, instituições financeiras ganham mais tempo para identificar padrões suspeitos e adotar medidas de bloqueio antes que os recursos sejam totally dispersos. Essa mudança representa uma resposta regulatória ao avanço dos golpes que exploram a velocidade característica das transferências instantâneas.

O tamanho do problema: R$ 4,9 bilhões em prejuízos

Dados obtidos pelo Broadcast e publicados pelo InfoMoney revelam que as fraudes no Pix causaram R$ 4,941 bilhões em prejuízos apenas em 2024, representando uma alta de 70% em relação ao ano anterior. No mesmo período, 3,452 milhões de solicitações de devolução foram rechazadas, frequentemente por falta de saldo nas contas receptoras. Antes do MED 2.0, o mecanismo recuperava em média apenas 9,3% do valor contestado em 2025, um índice considerado insuficiente diante do volume crescente de ataques.

Impacto nos consumidores: milhões de vítimas

Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, conforme dados citados pelo Senado Federal. Esses números evidenciam a dimensão da problemática que vai além do aspecto financeiro, afetando a confiança da população no sistema de pagamentos instantâneos.

Governança antifraude: o novo desafio das instituições

Para Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, empresa especializada em segurança financeira, o avanço regulatório eleva a pressão sobre a maturidade operacional das instituições. "O tema deixa de ser apenas operacional e passa a envolver segurança da informação, jurídico, compliance, tecnologia, atendimento e governança. Em fraude financeira, minutos importam. Se a instituição demora para identificar, escalar, bloquear e responder, o dinheiro já passou por várias contas", explica o executivo.

Prevenção versus resposta: a corrida contra o tempo

Embora o prazo de até 11 dias para bloqueio preventivo seja considerado um avanço, especialistas warnem que essa ferramenta não substitui a prevenção e detecção rápida. "A guerra contra fraude não se vence em 11 dias; ela começa nos primeiros segundos da transação. O bloqueio é importante, mas a instituição precisa detectar comportamento suspeito antes que a vítima perceba o prejuízo", avalia Luiz Claudio. Essa perspectiva reforça a necessidade de investimentos em monitoramento transacional em tempo real e inteligência de ameaças.

A fragilidade da integração entre áreas

Conforme diagnóstico da LC SEC, um dos problemas mais recorrentes é a falta de integração entre setores responsáveis pela prevenção e resposta a fraudes. Muitas empresas possuem ferramentas e controles formalizados, mas enfrentam dificuldades para conectar equipes de fraude, segurança, atendimento, jurídico e tecnologia. O resultado é que, mesmo quando um comportamento suspeito é identificado, a resposta não acontece com velocidade suficiente para interromper o fluxo do golpe.

Perspectivas para o futuro do ecossistema de pagamentos

O avanço do MED 2.0 deve acelerar investimentos em governança de acessos, resposta a incidentes e conscientização digital por parte das instituições financeiras. Para Luiz Claudio, a prevenção continua dependendo de monitoramento contínuo, educação digital, validação de identidade e práticas robustas de governança antifraude. "Sem um playbook claro de resposta, cada fraude vira um improviso — e, em Pix, improviso custa tempo; tempo custa dinheiro", conclui o especialista.

Fonte: https://livecoins.com.br

Share
Artigos relacionados
Criptomoedas

STJ define competência: brasileira é julgada no Rio após tentativa de compra de material pédofilico com criptomoedas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu, nesta terça-feira (26/5), a Vara...

Criptomoedas

UNICEF展现实力:用区块链推动社会影响,HELIÓPOLIS女孩项目亮相

联合国儿童基金会(UNICEF)正在通过区块链技术为全球儿童创造更美好的未来。在TokenNation举办的专题讨论会上,UNICEF代表费利佩·冈萨雷斯(Felipe Gonzalez)详细介绍了该组织自2017年以来在社会影响领域应用区块链的探索历程。这一创新实践不仅改变了传统人道主义援助的方式,更为发展中国家儿童带来了前所未有的发展机遇。 区块链技术的初步应用与探索 费利佩·冈萨雷斯在发言中透露, UNICEF最初将区块链技术应用于全球范围内的人道主义紧急救援项目。通过代币化身份系统,该组织能够有效追踪难民群体的流动轨迹,确保救援物资精准送达最需要的地区。这种创新方法极大提升了救援行动的效率和透明度,为后续更深入的区块链应用奠定了坚实基础。 与以太坊基金会的开创性合作 2019年, UNICEF与以太坊基金会(Ethereum Foundation)建立了里程碑式的合作关系,共同创建了联合国历史上首个加密货币基金。这一突破性举措不仅开辟了新的筹资渠道,更重要的是为基金会技术团队提供了宝贵的区块链技术培训机会。通过这一创新基金,UNICEF能够以更透明、高效的方式管理和使用国际援助资金。 全球影响力与覆盖范围 截至目前, UNICEF已支持23个基于区块链的创新解决方案,直接或间接惠及159个国家的3100万人。这些项目涵盖教育、医疗、营养等多个领域,充分展现了区块链技术在促进社会可持续发展方面的巨大潜力。...

Criptomoedas

Pesquisador recupera R$ 10 milhões em Ethereum presos desde ICO de 2016

Um pesquisadores de segurança identificado como 0xflorent conseguiu recuperar aproximadamente 1.003 Ethereum,...

Criptomoedas

Pix reduz demanda por stablecoins de real no Brasil, avalia Banco Central

As stablecoinsGanharam protagonismo nas discussões sobre o futuro do sistema financeiro global,...