O novo modelo de cobrança do GitHub Copilot baseado no consumo detokens entrou em vigor nesta segunda-feira (1º). Desde então, a ferramenta de inteligência artificial para desenvolvedores virou alvo de críticas nas redes sociais e fóruns especializados. Usuários relatam que os créditos disponibilizados mensalmente foram consumidos em poucas horas, gerando insatisfação com a política adotada pela plataforma.
Como funciona a nova cobrança por uso
A mudança, anunciada pela Microsoft em abril, substitu o sistema anterior de solicitações premium por uma cobrança baseada no consumo real de tokens. Agora, ao assinar o Copilot, o usuário recebe um saldo mensal que é deduzido conforme a utilização da ferramenta. Quanto mais complexo o código solicitado ou maior a sessão de desenvolvimento, maior será o gasto com créditos.
Os valores variam de acordo com o plano contratado. Para uso pessoal, o Copilot Pro oferece US$ 10 por mês, enquanto o plano Pro+ garante US$ 39. Após esgotar o saldo, os assinantes podem optar por aguardar a recarga do próximo ciclo ou adquirir créditos adicionais por conta própria.
Usuários relatam consumo acelerado dos créditos
As reclamações tomaram conta do X (antigo Twitter) e do Reddit nesta semana. Desenvolvedores relatam que, em apenas algumas horas de uso, todo o saldo mensal foi consumido. Em um dos casos mais recentes, um usuário do plano Pro+ afirmou ter utilizado 19% dos créditos em poucas horas.
"No mês passado, meu consumo mensal total foi de apenas 63%, e agora parece que um único dia é suficiente para esgotar todos os créditos de IA", publicou um desenvolvedor no fórum oficial do GitHub. A situação gerou comentários como "basicamente inutilizável" entre a comunidade.
Justificativa da empresa para a mudança
A companhia explicou que o modelo anterior era insustentável financeiramente. Segundo o GitHub, uma pergunta rápida no chat e uma sessão autônoma de desenvolvimento de várias horas resultavam no mesmo valor na fatura dos usuários, o que causava distorções nos custos.
"O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável", declarou a empresa. A cobrança baseada em uso, secondo a nota oficial, alinha melhor os preços com o consumo real, mantém a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que consomem muitos recursos.
Funcionalidades que permanecem gratuitas
Apesar da mudança na cobrança, algumas funcionalidades continuam disponíveis sem custo adicional. As sugestões de conclusão de código e as ferramentas de edição permanecem gratuitas em todos os planos da plataforma.
Vale ressaltar que a revisão de código do Copilot agora consome minutos do GitHub Actions, além dos créditos de IA. A medida também foi aplicada aos planos corporativos, que mantiveram suas mensalidades inalteradas.
Perspectiva para o futuro da ferramenta
A transição para o modelo baseado em uso representa uma mudança significativa no ecossistema de ferramentas de IA para desenvolvedores. Enquanto a empresa argumenta que o novo sistema é mais justo e sustentável, a comunidade de usuários busca alternativas ou ajustes nos hábitos de consumo para evitar surpresas no final do ciclo de cobrança.
Fonte: https://canaltech.com.br
