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Cientistas realizam ‘conversa’ de 20 minutos com baleia-jubarte usando inteligência artificial

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Vitoria Lopes Gomez
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Um marco na comunicação interespécies foi alcançado na costa do Alasca. Pesquisadores conseguiram estabelecer uma interação prolongada e estruturada com uma baleia-jubarte,description como uma espécie de diálogo na linguagem do próprio animal. O feito representa um passo significativo nos estudos sobre comunicação marinha e seus possíveis paralelos com sistemas inteligentes.

O experimento que conectou humanos e jubartes

O projeto Whale-SETI, liderado pela Dra. Brenda McCowan, da Universidade da Califórnia em Davis, tem como missão decifrar os sistemas de comunicação dos cetáceos. A iniciativa combina biologia marinha com abordagens utilizadas na astrobiologia, buscando compreender estruturas comunicativas complexas na natureza como forma de aprimorar métodos de detecção de sinais inteligentes.

A baleia Twain e os 20 minutos de interação

Durante o experimento, detalhado em artigo publicado na revista PeerJ, a equipe empregou um alto-falante subaquático para reproduzir um chamado típico de contato das jubartes. A resposta veio rapidamente: uma baleia chamada Twain se aproximou da embarcação e passou a interagir com os estímulos sonoros.

Por aproximadamente 20 minutos, o animal circulou ao redor do grupo, ajustando deliberadamente o intervalo entre suas vocalizações para acompanhar o ritmo proposto pelos pesquisadores. A equipe aguardava as respostas da baleia antes de emitir novos sons, criando uma dinâmica estruturada que simulava um verdadeiro diálogo.

Evidências de intencionalidade e comportamento complexo

Os pesquisadores enfatizam que a interação não foi aleatória. Em diferentes momentos, Twain demonstrou capacidade de ajustar seu comportamento, sugerindo intencionalidade e coordenação social. O Dr. Fred Sharpe, da Alaska Whale Foundation, pontuou que esses animais apresentam comportamentos sofisticados, como o uso de redes de bolhas para capturar presas e sistemas avançados de vocalização.

Essas observações reforçam a complexidade cognitiva das baleias-jubarte, evidenciando que suas estruturas comunicativas vão muito além de respostas reflexas a estímulos ambientais.

Conexão com a busca por inteligência extraterrestre

A pesquisa também dialoga com estudos voltados à busca por vida inteligente fora da Terra. O Dr. Laurance Doyle, do Instituto SETI, explicou que uma das premissas dessa área é que civilizações extraterrestres poderiam tentar estabelecer contato com receptores, assim como ocorreu com a baleia-jubarte do experimento.

O Whale-SETI utiliza microfones subaquáticos e ferramentas de inteligência artificial para registrar e analisar as vocalizações, buscando padrões que possam indicar estruturas comparáveis às linguagens humanas. A ideia é aplicar esses aprendizados tanto no estudo dos oceanos quanto na análise de sinais vindos do espaço.

Próximos passos da pesquisa

Além das vocalizações, os pesquisadores pretendem avançar no estudo de formas não sonoras de comunicação das baleias, como os anéis de bolhas frequentemente observados em interações com humanos. Um artigo sobre esse tema já está em desenvolvimento e promete ampliar o repertório de métodos para análise comportamental dos cetáceos.

Fonte: https://olhardigital.com.br

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