A Meta está desenvolvendo um novo aplicativo chamado StoryKit que cria histórias infantis geradas por inteligência artificial. A ferramenta permite que os pais personalizem personagens, cenários, lições de moral e até mesmo musicalização para as histórias, sem precisar escrever uma única palavra.
O aplicativo foi identificado inicialmente na App Store pela equipe do 9to5Mac. A Meta confirmou à imprensa especializada que está realizando um projeto-piloto em países selecionados para avaliar a receptividade dos pais. Um porta-voz da empresa descreveu o StoryKit como um aplicativo criativo de narração de histórias, destinado à produção de livros infantis personalizados e imaginativos.
Para utilizar o app, os pais devem primeiro selecionar um personagem, que pode ser criado a partir de uma fotografia do brinquedo favorito da criança ou de uma pessoa cercana. Em seguida, o usuário descreve o mundo da história e escolhe uma lição de moral, como gentileza, coragem ou empatia, para integrar aos valores da narrativa.
O aplicativo conta com filtros de segurança de inteligência artificial, não possui recursos sociais e está disponível apenas para usuários maiores de 18 anos.
A novidade levanta reflexões sobre o papel da imaginação humana no desenvolvimento das crianças. Embora a Meta tenha sejarah lançando produtos questionáveis, como geradores de deepfakes no Instagram, a proposta de substituir a criação de histórias tradicionais por algoritmos levanta questionamentos sobre o futuro da conexão entre pais e filhos durante o momento de dormir.
Especialistas apontam que, apesar da rotina agitada dos pais, sempre foi possível encontrar alternativas criativas sem recorrer a uma tecnologia que calcula as respostas mais previsíveis. A questão central permanece: vale a pena abrir mão da espontaneidade e do divertimento em favor de histórias geradas por algoritmos em smartphones?
A reflexão final sugere que a sociedade tem o poder de escolher não viver em um mundo onde crianças são criadas com histórias para dormir escritas por modelos de linguagem artificiais.
Fonte: TechCrunch
