A Galaxy Digital, gigante do setor de criptomoedas, sustenta que o Bitcoin ainda não formou seu fundo de mercado neste ciclo. Em relatório publicado nesta quinta-feira, os analistas da empresa listaram quatro cenários possíveis para a cotação da moeda digital, baseando-se no ciclo de quatro anos e em uma série de indicadores técnicos.
Conforme destacado pelos especialistas, o topo registrado em 2025 foi menos agressivo que os anteriores, o que sugere que a correção também não deve ser tão profunda quanto em ciclos anteriores. A análise reforça a importância do ciclo de quatro anos como referência fundamental para projeções de mercado.
Entre os dados apresentados, a Galaxy destaca o preço médio pago pelos compradores como informação crucial para dimensionar a queda deste ciclo. Com base nisso, a gestora traçou quatro possíveis fundos para o Bitcoin: o cenário raso situa-se entre US$ 51.000 e US$ 54.000; o cenário base, considerado mais provável, aponta US$ 40.000 a US$ 46.000; o ajuste severo projeta US$ 30.000 a US$ 37.000; e o cenário abandonado, já fora das previsões principais, indica US$ 19.000 a US$ 29.000.
O relatório ainda alerta que a base de custo pode cair conforme novas quedas ocorrem, o que poderia reacender a possibilidade de o Bitcoin alcançar a faixa mais pessimista das projeções. Até o momento, a mínima da moeda foi de US$ 59.100, registrada no dia 5 de junho.
Para fortalecer a tese de que o fundo ainda não foi atingido, os analistas apresentam 13 indicadores técnicos, dos quais nove ainda não foram acionados neste ciclo. Entre eles estão o MVRV ratio, o MVRV Z-Score, o Múltiplo de Puell, o NUPL (Lucro/Prejuízo Não Realizado Líquido) e o Cycle Clock, que calcula os meses decorridos após o topo mais recente.
A Galaxy observa ainda cinco pontos fundamentais de análise: Valuation, que avalia se o preço está alto ou baixo em relação ao custo dos detentores; Realização de lucros, que verifica se os holders estão vendendo na força ou capitulando na fraqueza; Mineradores, que analisa a saúde financeira dos produtores de Bitcoin; Tendência, que mede a distância do preço em relação às médias de longo prazo; e Sentimento, que observa se o mercado está dominado por ganância ou medo.
Os analistas reconhecem que identificar topos e fundos durante sua formação é extremamente difícil, mas garantem que ambos se tornam óbvios em retrospecto. Por isso, a equipe avalia quantas condições presentes em todos os topos e fundos passados estão simultaneamente presentes no momento atual.
Fonte: Livecoins
