A maior corretora de criptomoedas do mundo, a Binance, adota uma estratégia ousada para fortalecer sua segurança: submete seus próprios colaboradores a ataques simulados de phishing. A prática foi revelada por Jimmy Su, executivo responsável pela segurança da empresa, em entrevista publicada no último sábado.
De acordo com o diretor, os testes são realizados mensalmente e já fazem parte da rotina da corretora há pelo menos três anos. "No início, a higiene de segurança deixava muito a desejar. Mas após esse período, a empresa melhorou significativamente", declarou Su ao veículo especializado CoinTelegraph.
O phishing consiste em uma fraude onde criminosos se fazem passar por entidades confiáveis para enganar as vítimas, visando roubo de senhas, códigos de acesso e instalação de programas maliciosos. Entre os cenários reproduzidos pela Binance estão falsas propostas de emprego, método amplamente utilizado por golpeadores nos últimos anos.
Os exemplos mais comuns de ataques incluem links fraudulentos que infectam computadores das vítimas, como os relacionados à plataforma de videoconferências Zoom, além de vagas de emprego falsas que resultaram em invasões milionárias, como o hacking de 3 bilhões de reais na rede Ronin.
Um levantamento recente da empresa de segurança CertiK indica que, embora o número de ataques de phishing tenha diminuído, os valores roubados têm crescido expressivamente. No primeiro semestre deste ano, foram registrados 63 incidentes, com perdas de aproximadamente 366 milhões de dólares.
Os colaboradores que não passam nos testes recebem treinamento corretivo. Aqueles que falham repetidamente podem ter avaliação de desempenho negativada e, em casos extremos, serem desligados da empresa. A iniciativa demonstra como os ataques de engenharia social se tornaram uma das maiores preocupações do setor de criptomoedas, levando a Binance a substituir treinamentos teóricos por simulações práticas do cotidiano.
Fonte: Livecoins
