A Justiça do Reino Unido pronunciou veredicto de culpa contra dois homens estrangeiros envolvidos em um esquema de incêndios criminosos direcionados a bens vinculados ao primeiro-ministro Keir Starmer. O caso foi detalhado pela BBC nesta segunda-feira (15), revelando uma operação financiada com criptomoedas.
O cidadão de nacionalidade ukrainiana, identificado como Roman, e seu comparsa romeno, Stanislav, enfrentaram julgamento por um júri popular em Londres e foram considerados culpados pelas acusações. A promotoria revelou que a dupla aceitou executar os ataques após receber a promessa de pagamento em moedas digitais, buscando manter o anonimato nas transações financeiras.
As investigações apontaram que os criminosos atuaram sob instruções de um recrutador que utilizava a internet para orquestrar as ações delituosas. Os ataques ocorreram ao longo do ano passado e provocaram grande mobilização das autoridades de segurança britânicas. Um terceiro indivíduo foi julgado no mesmo processo, porém o tribunal o absolveu de todas as acusações.
A série de atos destrutivos teve início em maio de 2025, quando um veículo que pertenceu ao governante foi completamente consumido pelas chamas em uma rua na região norte de Londres. Dias depois, os infratores atearam fogo em um complexo de apartamentos onde residiam familiares do primeiro-ministro. O ataque seguinte atingiu a casa da cunhada do líder político, no dia subsequente. No momento do ocorrido, a moradora e seus familiares estavam no interior do imóvel. Roman, responsável por executar o incendio, espalhou o fogo pela entrada do local antes de fugir do endereço.
O Ministério Público revelou que um usuário de língua russa coordenou toda a operação por meio do aplicativo Telegram. O organizador, que usava o codinome El Money, enviava mensagens com instruções detalhadas ao executor. O intermediário prometeu enviar criptomoedas para garantir o anonimato das transferências após a conclusão das tarefas. O rapaz também recebeu ordens para descartar suas roupas com o objetivo de apagar vestígios. O aliciador enviou avisos sobre o perigo da ação após a repercussão dos atentados na imprensa europeia, orientando o comparsa a deixar a cidade rapidamente devido ao cargo da vítima.
A polícia capturou Roman poucas horas após o último atentado contra os imóveis da família do político. Os defensores do réu alegaram coação e medo do contratante para tentar anular as acusações perante o tribunal. O júri rejeitou os argumentos dos advogados sobre a suposta pressão psicológica sofrida pelo acusado, mantendo o foco no ganho financeiro que ele buscava com a promessa de milhares de euros em criptomoedas.
Uma investigação da emissora British Broadcasting Corporation (BBC) revelou indícios sobre a verdadeira identidade do mentor do crime, que apontam para um diplomata russo de 23 anos especializado em guerra de informação. Os criminosos permanecem sob custódia do Estado enquanto aguardam a definição das penas de prisão. Membros do governo britânico elogiaram o trabalho dos investigadores para solucionar o caso.
Fonte: Livecoins
