A Administração Nacional de Eletricidade do Paraguai anunciou na última sexta-feira a condenação de dois homens responsáveis por um esquema de furto de energia elétrica destinado a alimentar uma operação ilegal de mineração de criptomoedas. Cristian Daniel Jara Villalba e Ramón Martínez Morínigo foram condenados a dois anos de prisão, mas não precisarão cumprir a pena caso cumpram as condições estabelecidas pelo tribunal e não voltem a cometer crimes.
O caso ocorreu na cidade de Minga Guazú, localizada próximo à fronteira com o Brasil e à Usina de Itaipu. A operação ilegal foi desmantelada ainda em 2024, quando as autoridades apreenderam aproximadamente 476 máquinas de mineração, além de um transformador e centenas de metros de cabos utilizados para a ligação clandestina à rede elétrica.
De acordo com análises técnicas realizadas pela ANDE, a fazenda clandestina gerava um prejuízo mensal de 270 milhões de guaranis, o que equivale a cerca de 230 mil reais, aos cofres públicos. A estatal responsável pela energia no Paraguai afirmou que a decisão judicial representa um precedente importante no combate ao furto de energia.
Segundo dados do Hashrate Index, o Paraguai responde por aproximadamente 4% da mineração mundial de Bitcoin, ocupando a quarta posição global, atrás apenas de Estados Unidos, Rússia e China. Mesmo com o baixo custo da energia no país, as autoridades continuam a enfrentar operações ilegais. Em um caso recente, uma igreja foi descoberta abrigando uma fazenda de mineração clandestina.
No Brasil, as autoridades também enfrentam problema semelhante. Em maio, o Departamento Estadual de Investigações Criminais apreendeu 1.400 máquinas de mineração. Mais recentemente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou outra operação ilegal com cerca de 30 máquinas.
Fonte: Livecoins
