O YouTube está implementando uma série de mudanças nos Shorts, incluindo um novo método que permite aos usuários reduzir a duração dos vídeos em formato curto. A plataforma de propriedade do Google anunciou nesta quinta-feira que os Shorts agora contam com uma configuração que permite dobrar a velocidade de reprodução. O objetivo de tornar uma experiência já breve ainda mais curta é permitir que os usuários "absorvam informações mais rapidamente ou encontrem sua parte favorita mais rápido", explicou a empresa.
Em uma tentativa aparente de promover uma internet mais positiva, o YouTube também removeu o botão de dislike dos Shorts. Em vez de demonstrar desinteresse por um vídeo, os usuários agora precisarão usar as funções "Não tenho interesse" e "Não recomendar este canal" para desencorajar certos tipos de conteúdo. Da mesma forma, em vez de clicar no botão de polegar para cima se gostarem de um vídeo, os usuários terão acesso a um emoji de coração.
Além disso, o YouTube está introduzindo um novo "Modo Tela Limpa", projetado para ocultar temporariamente "todos os ícones e textos da visualização de reprodução", oferecendo aos usuários uma visão limpa do conteúdo sem distrações flutuantes. Todas essas mudanças foram feitas com o objetivo de criar "uma experiência mais intuitiva nos Shorts", afirmou a empresa.
Não ficou exatamente claro quando as atualizações entrarão em vigor. A empresa disse que os recursos seriam implementados gradualmente, mas não forneceu datas exatas. O TechCrunch entrou em contato com o Google para obter mais informações.
O YouTube chegou atrasado ao espaço de vídeos curtos (lançou os Shorts em 2024, vários anos após o lançamento do TikTok e do Instagram Reels), mas conseguiu atrair um público desde então. Os Shorts do YouTube registravam 200 bilhões de visualizações diárias em junho de 2025, disse o diretor executivo Neal Mohan em sua apresentação em Cannes no ano passado. (Pode-se qualificar essa impressionante métrica com o contexto de que o YouTube considera uma "visualização" como o primeiro momento em que um vídeo é aberto.) Um relatório anterior neste ano mostrou que os Shorts estavam sendo cada vez mais assistidos nas telas de televisão — e que até 2 bilhões de horas desse conteúdo estavam sendo consumidas por mês.
Fonte: TechCrunch
