A Samsung confirmou nesta semana que começará a cobrar pelo acesso à interface de programação de aplicativos (API) do SmartThings, sua plataforma de automação residencial inteligente. A alteração deve afetar diretamente desenvolvedores de software e também usuários comuns que utilizam ferramentas de terceiros para gerenciar seus dispositivos conectados.
A partir de outubro, será oferecido um plano mensal no valor de 5 dólares direcionado a desenvolvedores individuais não comerciais. A cobrança não atingirá pessoas que utilizam o aplicativo tradicional do SmartThings para controlar gadgets compatíveis com a plataforma, que reúne milhares de dispositivos automatizados.
No entanto, aqueles que dependem de soluções alternativas, como o Home Assistant, precisarão arcar com mais uma taxa de assinatura mensal. O aplicativo de código aberto permite integrar dispositivos de diferentes fabricantes, incluindo equipamentos Samsung, oferecendo controle personalizado sobre a casa inteligente.
O fundador do Home Assistant, Paulus Schoutsen, manifestou dissatisfaction em publicação no blog da comunidade. "Somos a favor da escolha, mas ficamos muito desapontados ao ver que os usuários terão que decidir se pagam pelo acesso diante de mais um paywall na nuvem", escreveu.
A empresa sul-coreana afirmou que os recursos adicionais serão utilizados para investir em recursos de nível empresarial, que parceiros e usuários têm solicitado. Até o momento, detalhes concretos sobre essas melhorias não foram divulgados, embora a Samsung tenha mencionado que trabalha em novas integrações e capacidades expandidas.
Um novo centro de desenvolvedores também está em desenvolvimento, com previsão de lançamento para oferecer dados de uso e pontos de informação para otimização de códigos. O acesso à API do SmartThings permanece gratuito por enquanto.
