O universo das moedas digitais no país vive uma transformação significativa no perfil dos investidores. Dados recentes revelam que a presença das mulheres nas operações com criptoativos disparou nos últimos anos, saltando de 11,34% em 2019 para quase 30% em dezembro de 2025.
O levantamento feito pela Receita Federal mostra uma trajetória de crescimento consistente. O momento mais marcante ocorreu em janeiro de 2024, quando as mulheres chegaram a responder por 40,95% de todas as atividades registradas pelo órgão fiscalizador.
Porém, o volume financeiro movimentado pelo público feminino não acompanhou o mesmo ritmo de expansão. Ao final de 2025, a participação das investidoras no valor total transacionado por pessoas físicas ficou em torno de 12,88%, praticamente o mesmo patamar registrado em 2019, quando o índice era de 10,9%.
Essa diferença revela um desnível importante: as mulheres tendem a operar com valores médios inferiores aos aportes típicos feitos pelos homens no setor.
A linha do tempo do balanço federal apresenta três fases distintas. A primeira fase, entre 2019 e 2021, mostrou uma fatia estagnada entre 10% e 12%. O segundo momento, entre 2022 e 2023, registrou uma escalada expressiva na adoção feminina. O terceiro período, que compreende os dias atuais, aponta uma acomodação com estabilidade ao redor de 28%.
Paralelamente ao avanço na participação, o governo federal tem desenvolvido políticas públicas específicas para o segmento. Foi instituída a Declaração de Criptoativos, conhecida como DeCripto, que estabelece novas regras para o mercado nacional.
Antes da publicação da Instrução Normativa 2.291/2025, a Receita Federal promoveu um diálogo aberto com empresas do setor e com investidores individuais. Muitas profissionais e especialistas do mercado contribuíram na construção da norma, que segue diretrizes internacionais de transparência.
Servidoras públicas federais participaram ativamente do desenvolvimento dos sistemas de preenchimento que serão utilizados pelos contribuintes brasileiros. Investidoras do varejo também foram ouvidas, apresentando críticas e sugestões para aprimorar a regulamentação.
A obrigatoriedade do envio mensal da DeCripto começa a valer a partir de 1º de julho de 2026. Os dados utilizados nos levantamentos são baseados nas informações prestadas pelos próprios clientes e corretoras nas declarações fiscais enviadas ao Executivo.
Fonte: Livecoins
