O setor de criptomoedas registrou uma redução significativa no número de ataques durante o primeiro semestre de 2026, mas a empresa de segurança CertiK adverte que essa diminuição não reflete uma melhora real na proteção do ecossistema. Segundo relatório recente, as perdas totais com invasões cibernéticas atingiram US$ 1,32 bilhão entre janeiro e junho, uma queda de 46,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A análise detalhada revela um cenário mais complexo do que os números sugerem. No primeiro trimestre, o phishing foi o método mais utilizado pelos cibercriminosos, causando prejuízos de US$ 508,2 milhões aos investidores. Já no segundo trimestre, as invasões de carteiras digitais se tornaram o principal vetor de ataque, resultando em perdas de US$ 807,5 milhões.
O mais preocupante é que as perdas do segundo trimestre cresceram 59% em relação ao trimestre anterior. Mais de 70% desse valor foi concentrado em apenas dois incidentes: os ataques às plataformas KelpDAO e Drift Protocol. A CertiK atribui essas invasões a grupos hackers patrocinados pelo Estado norte-coreano, conhecidos por sua alta sofisticação técnica.
De acordo com a empresa de segurança, apesar da queda aparente nos números gerais, os ataques estão se tornando cada vez mais sofisticados e destrutivos, representando uma ameaça crescente ao ecossistema de ativos digitais.
Fonte: Cointelegraph.com News
