A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União, desencadeou na quinta-feira passada a Operação Reduto, um operação policial visant a frear um sofisticado esquema de fraudes que atuava principalmente na região norte do Brasil. A ação contou com o apoio do Ministério Público do Estado de Rondônia nas apurações sobre os desvios de recursos públicos.
As investigações revelaram que os suspeitos utilizavam licitações forjadas para alugar veículos e máquinas pesadas na cidade de Ariquemes, no estado de Rondônia. Diante das evidências, a Justiça Determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões nas contas bancárias dos alvos da operação, incluindo o confisco de saldos em dinheiro fiduciário e reservas mantidas em criptomoedas nas corretoras do país.
As apurações ganharam volume ao longo do ano de 2024, quando os procuradores identificaram movimentações financeiras atípicas de uma empresa com sede em Manaus que mantinha contratos no território rondoniense. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras emitiu relatórios de alerta fiduciário para as autoridades locais, evidenciando quantias incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos de integrar o esquema ilícito.
O aprofundamento das investigações revelou duas frentes de atuação da quadrilha. A primeira division operava no direcionamento de acordos de aluguel no executivo municipal com orçamentos irreais e superfaturados. Já a segunda equipe criminosa era responsável pelo desvio de recursos por meio de funcionários com cargos na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. O formato dessas transferências configurou a prática ilícita conhecida como rachadinha pelos investigadores do caso.
Na fase operacional, policiais federais cumpriram dezenove mandados de busca em endereços localizados nos estados de Rondônia e do Amazonas. Nove alvos ficam na cidade de Ariquemes, enquanto outros oito domicílios foram raididos na capital Porto Velho. Agentes governamentais também realizaron buscas em dois imóveis da capital amazonense para apreender provas das irregularidades nas licitações.
Os dois mandatos de prisão preventiva foram cumpridos contra investigados localizados no interior de Rondônia. Além disso, onze servidores públicos receberam ordens de suspensão das atividades rotineiras e perderam o direito de acesso aos prédios do governo, evitando assim o risco de destruição de arquivos e planilhas com dados dos crimes.
Os investigados enfrentam acusações formais por lavagem de dinheiro e associação criminosa para lesar os cofres públicos. Os juízes apuram condutas de peculato e diversas fraudes em todas as etapas de cotação das licitações suspeitas. Ainda não está claro se os suspeitos de fato utilizavam criptomoedas, mas a decisão judicial demonstra que a justiça permanece atenta ao mercado de ativos digitais.
Fonte: Livecoins
