A revolução da inteligência artificial generativa e agentiva está redesenhando os rumos da economia digital, impulsionando uma demanda por poder computacional sem precedentes na história da tecnologia. O fenômeno, que ganha força a cada mês com novos lançamentos de sistemas de IA, coloca os centros de processamento de dados em uma posição estratégica fundamental — e também diante de desafios de infraestrutura nunca vistos.
Um relatório exclusivo comissionado pela NTT Global Data Centers e desenvolvido pela ThoughtLab lança luz sobre os cenários de crescimento da IA até o ano de 2030, testando diferentes projeções contra os gargalos de infraestrutura que já começam a se manifestar em diversas regiões do mundo. O estudo oferece um blueprint estratégico para que empresas do setor transformem a pressão sobre suas estruturas em vantagem competitiva.
Entre os principais dados revelados, destaca-se a projeção de que as cargas de trabalho de inteligência artificial poderão consumir até 80% de toda a capacidade dos data centers até 2030. Esse número representa uma mudança radical na forma como os centros de dados precisam planejar sua expansão e infraestrutura.
O documento também analisa de forma detalhada os gargalos específicos de cada região. Os Estados Unidos enfrentam pressões distintas das enfrentadas pela Europa e pela região Ásia-Pacífico, com desafios que incluem capacidade da rede elétrica, disponibilidade de terrenos e escassez de mão de obra especializada em tecnologias de ponta.
Para mitigar esses problemas, o relatório destaca soluções tecnológicas emergentes. Sistemas avançados de resfriamento líquido em circuito fechado e ferramentas de gestão de cargas de trabalho baseadas em inteligência artificial já demonstram resultados positivos na redução de impactos ambientais e no uso mais eficiente dos recursos disponíveis.
Fonte: DCD
