A tecnologia de retroiluminação RGB, que recentemente revolucionou o mercado de televisões ao proporcionar imagens mais brilhantes e cores mais vibrantes, agora conquista o universo dos projetores. O Hisense XR10 arrive para competir na categoria premium de projetores para cinema em casa, oferecendo especificações que impressionam até os mais exigentes entusiastas de tecnologia.
Com impressionantes 6.000 lumens de brilho e uma proporção de contraste nativa de 6.000:1, o XR10 se destaca no mercado. O dispositivo ainda conta com uma íris ajustável que permite ao usuário personalizar a abertura e controlar a entrada de luz, algo especialmente útil para cenas mais escuras. O design é minimalista: um cubo metálico escuro com uma placa de bronze na parte frontal, pesando cerca de 10,6 quilos, o que o torna um equipamento robusto que exige certo esforço para ser transportado.
A configuração do projetor leva apenas cerca de 10 minutos, incluindo a instalação de aplicativos e ajustes de keystone e foco. O sistema operacional VIDAA, desenvolvido pela Hisense desde 2014, oferece uma interface conhecida por quem já utilizou projetos da marca. Diferentemente de alguns concorrentes que não possuem sistema embarcado, o XR10 traz o sistema pronto para uso, eliminando a necessidade de dispositivos externos como streamers.
Uma escolha interessante no design foi a adoção de sistema de refrigeração líquida, que mantém o equipamento relativamente silencioso durante o funcionamento. O speaker integrado oferece áudio alto e claro, algo raro em projetores dessa categoria. Para conexões, o dispositivo conta com três portas HDMI, sendo duas no padrão HDMI 2.1 mais rápido, além de porta Ethernet, duas portas USB e saídas de áudio digital óptica e P2 de 3,5 milímetros. O suporte ao Wi-Fi 7 garante compatibilidade e confiabilidade na conexão sem fio.
Em termos de qualidade de imagem, o XR10 alcança 118% da gama de cores BT.2020, superando concorrentes como o Xgimi Titan Noir Max, que atinge 110%. Isso significa cores mais vivas e precisas, especialmente em conteúdos que também seguem esse padrão, como os filmes Inside Out e Guardians of the Galaxy Vol. 2, onde púrpuras, vermelhos e amarelos ganham vida de maneira impressionante.
Nos testes com jogos, o projetor se saiu muito bem. Em Senua's Saga: Hellblade II no Xbox Series X, o contraste mostrou-se quase perfeito, com água nos braços da personagem principal e nas rochas renderizadas de forma realista. Em Forza Horizon 6, corridas noturnas de inverno pareceram extremamente realistas, com neve caindo e água se acumulando de forma convincente. A taxa de atualização de 240 Hz em resolução 1080p proporcionou precisão nos movimentos do controle, oferecendo vantagem competitiva nos jogos.
No entanto, o projetor apresenta limitações significativas em ambientes muito iluminados. Mesmo com o brilho no máximo, vários filmes ficaram um pouco escuros demais quando testados em salas com luz natural. Isso é uma característica comum em muitos projetores de alta gama, mas merece atenção para quem pretende usar o equipamento em ambientes não totalmente escuros.
O controle remoto, embora funcional, possui muitos botões, o que pode causar confusão inicial. Por outro lado, os botões dedicados para brilho e a retroiluminação facilitam o uso no escuro. O controle por voz, integrado ao sistema VIDAA, deixou a desejar em algumas situações, como quando pedidos para aumentar o brilho resultaram em sugestões de filmes em vez de ajustes efetivos.
No geral, o Hisense XR10 se posiciona no topo da categoria de projetores para cinema em casa. Embora seja ligeiramente menos capaz que o Xgimi Titan Noir Max em alguns parâmetros técnicos, a diferença é mínima na prática, e muitos conteúdos mostram resultados equivalentes. O preço elevado de aproximadamente 6.000 dólares pode ser justificado pela qualidade de imagem excepcional para quem busca uma experiência de cinema premium em casa.
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