O Conselho de Supervisão da Meta pediu à empresa, em março deste ano, que cumprisse seus compromissos públicos e utilizasse suas próprias ferramentas para ajudar a conter a propagação de conteúdo enganoso gerado por inteligência artificial em suas plataformas. A resposta da empresa veio apenas em julho, com o anúncio do Content Seal.
O Content Seal consiste em uma tecnologia de marca d'água invisível capaz de identificar imagens produzidas pelo novo modelo de inteligência artificial da Meta. Contudo, a novidade foi apresentada de forma discreta, praticamente como uma nota de rodapé no comunicado oficial sobre as ferramentas Muse, voltadas para geração de imagens e vídeos.
Especialistas que acompanham de perto os sistemas de rotulagem de conteúdo por inteligência artificial expressam dúvidas sobre a confiabilidade da solução apresentada. Eles destacam que já existem alternativas mais consolidadas no mercado, como o sistema C2PA Content Credentials, que oferece maior transparência e rastreabilidade.
A comparação com o SynthID, ferramenta desenvolvida pelo Google para identificação de conteúdo gerado por IA, também favorece a solução concorrente, que é considerada mais acessível e robusta.
Fonte: The Verge
