O Grupo Data Power atua no setor de data centers desde a década de 1980, período marcado pelo lançamento do icônico filme 'De Volta para o Futuro'. Ao longo de quatro décadas, a empresa acompanhou a evolução gradual e previsível do design de instalações de processamento de dados. Atualmente, porém, a inteligência artificial está reescrevendo as regras do jogo, criando desafios de infraestrutura que teriam parecido tão improváveis quanto alimentar um DeLorean há quarenta anos.
Novas demandas por energia, refrigeração, escalabilidade e velocidade de implantação estão transformando a maneira como instalações são projetadas, construídas e operadas, impactando desde proprietários e engenheiros consultores até construtores, gestores de obras, integradores de sistemas e usuários finais.
Durante a mais recente análise anual de mercado da organização, uma tendência se destaca acima de todas as demais: entre junho de 2025 e junho de 2026, a empresa registrou um aumento de sete vezes nas aplicações relacionadas à inteligência artificial nos mercados que atende. Essas oportunidades abrangem implantações de grande escala, colocation, corporativo e edge.
Todos os anos, os engenheiros de vendas e especialistas em aplicações da empresa se reúnem para revisar projetos de clientes, tecnologias emergentes e necessidades em evolução do mercado nas áreas de infraestrutura mecânica, elétrica e de tecnologia da informação. A discussão deste ano confirmou o que muitos do setor estão vivenciando diretamente: a inteligência artificial está acelerando mudanças em um ritmo sem precedentes.
Os desafios mais comuns apresentados pelos clientes incluem: disponibilidade e cronograma da energia elétrica da concessionária durante a construção e fases de implantação; conceitos de energia contínua de 800 volts em data centers; densidades de racks de servidores e cargas térmicas correspondentes, questionando quais equipamentos adquiridos hoje ainda serão viáveis em dois ou cinco anos; projeto de sistemas de água gelada ou refrigeração líquida que acompanhem a evolução das cargas de refrigeração; implantação faseada para aumentar a capacidade computacional no curto prazo e expandir no futuro; procedimentos de comissionamento sob condições de energia temporária; gerenciamento de cargas elétricas intermitentes geradas por workloads de inteligência artificial; disponibilidade de mão de obra qualificada nas obras; redução do consumo de água; e designs que minimizem objeções da comunidade local.
Para alguns participantes do ecossistema de data centers, pode ser o momento de pensar ou iniciar a primeira implantação de inteligência artificial. Para outros, múltiplas iterações de implantações já geraram aprendizados significativos. Seja uma implantação inicial de um ou dois racks ou em escala superior a 100 megawatts, as lições são valiosas. Aproveitar a base de conhecimento e os aprendizados do setor é um recurso valioso.
Algumas das melhores práticas e tecnologias emergentes que moldam a infraestrutura de inteligência artificial hoje incluem: sempre iniciar pelo processador, considerando as gerações atuais e futuras, e projetar a infraestrutura a partir dessa base; encontrar parceiros de infraestrutura integrados e familiarizados com a linguagem dos fabricantes de chips, essenciais para entregar em velocidade e escala; reunir a melhor equipe possível o mais cedo no processo, pois os prazos de projetos e equipamentos estão em constante mudança, mas alternativas de componentes e problemas de prazos podem ser mitigados explorando todas as soluções possíveis desde o início.
Entre as tecnologias mencionadas destacam-se sistemas de armazenamento de energia em baterias e tecnologia de células de combustível para soluções de energia on-site e independentes da rede; soluções de UPS com suavização dinâmica de carga; sistemas de contenção de corredor quente integrados com racks, manifolds, barramentos e toda a infraestrutura downstream; unidades de distribuição de líquido com mitigação de harmônicos integrada e tecnologia preparada para inteligência artificial; chillers com reinício automático e UPS integrado; torres de resfriamento, coolers secos e adiabáticos com blocos modularizados para capacidade de refrigeração maximizada em uma única célula; tecnologias de redução de plumas e redução de emissões sonoras em refrigeração evaporativa; tecnologias híbridas de refrigeração com redução de consumo de água, incluindo refrigeração evaporativa indireta; e blocos pré-desenvolvidos e customizáveis de componentes mecânicos, elétricos e de tecnologia da informação para implantação rápida, simplificando projeto, fabricação, envio, instalação, partida e comissionamento, reduzindo o prazo geral do projeto.
Se o leitor dispuser de alguns minutos, vale assistir ao momento em que Doc e Marty têm sua 'Eureka'. Diante de um desafio tecnológico que parecia impossível, eles trabalharam passo a passo até encontrar uma solução. O setor está fazendo o mesmo atualmente. Cada nova implantação de inteligência artificial expande o conhecimento coletivo, ajudando a resolver desafios cada vez mais complexos com maior confiança e velocidade.
Como Doc e Marty, estamos enfrentando desafios que pareciam impossíveis. Ao construir as equipes certas, aplicar o melhor conhecimento disponível, abraçar novas tecnologias e aprender com cada implantação, estamos entregando infraestrutura de inteligência artificial mais escalável, resiliente e preparada para o que vem a seguir.
No Grupo Data Power, a empresa parceiros com interessados em data centers para entregar soluções de infraestrutura escaláveis e de alto desempenho que acompanhem a demanda crescente.
Fonte: DCD
