O Ministério Público do Acre encaminhou à Justiça denúncia contra 29 indivíduos apontados como integrantes de uma organização criminosa que atuava em diferentes regiões do país. O pedido, protocolado na última quarta-feira (22), inclui o requerimento de apreensão de criptomoedas e outros patrimônios acumulados pelos acusados ao longo dos últimos cinco anos.
A ação judicial representa a etapa formal da Operação Convergência Nacional, que já havia reunido elementos probatórios sobre o funcionamento interno do grupo, incluindo a hierarquia entre os membros e a distribuição de funções operacionais. As investigações contaram com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, além do apoio direto da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, conhecida como Draco.
De acordo com a denúncia, dez pessoas ocupavam o núcleo de comando da facção, sendo responsáveis por direcionar as atividades ilícitas. As outras dezenove respondem por funções de apoio logístico dentro da estrutura criminosa. Os promotores solicitaram ainda a prisão preventiva de um dos operadores financeiros do grupo, considerado peça-chave para a circulação de dinheiro e criptoativos.
Os promotores destacaram que parte do patrimônio acumulado pelos denunciados não apresenta origem compatível com a renda declarada. Por essa razão, o Ministério Público pediu o bloqueio das carteiras digitais e a reversão dos valores ao poder público. O dinheiro em espécie recolhido durante a operação deverá ser destinado ao Educandário Santa Margarida, conforme solicitação incluída na peça acusatória.
A ofensiva policial que fundamentou a denúncia aconteceu no dia 2 de junho, quando equipes de segurança cumpriram ordens de busca e prisão em Rio Branco e Epitaciolândia, no interior do Acre. Com o reforço de corporações de outros estados, as diligências se estenderam para Fortaleza, no Ceará, Florianópolis, em Santa Catarina, e também para a capital fluminense, Rio de Janeiro.
O processo tramita em uma vara especializada no combate a facções criminosas na comarca de Rio Branco. A Promotoria aguarda o recebimento formal da denúncia para dar início ao prazo de apresentação de defesa pelos acusados. As autoridades reforçaram que o acompanhamento sobre o uso de moedas digitais em práticas ilegais seguirá sendo prioridade nas investigações futuras.
Fonte: Livecoins
