O Partido Verde da Nova Zelândia apresentou formalmente um pedido de moratória de um ano para a construção de novos centros de dados dedicados à Inteligência Artificial. A legenda, atualmente na oposição e representada por 15 parlamentares, sustenta que a pausa permitiria garantir que tais instalações "genuinely beneficiem os neozelandeses" e não sobrecarreguem os recursos do país.
A co-líder do partido, Chlöe Swarbrick, defendeu a medida em pronunciamento público. "Se vamos permitir que essas estruturas sejam construídas, devemos pelo menos compreender quem está se beneficiando e garantir a proteção dos nossos recursos naturais e comunidades. Por isso, os Verdes estão solicitando uma pausa de um ano, para permitir que uma regulamentação intencional seja desenvolvida", declarou a parlamentar.
A líder verde expressou preocupação específica com o projeto Datagrid, um centro de dados hyperscale já aprovado em Southland, com capacidade prevista de 280 megawatts. "O centro de dados Datagrid em Southland deverá consumir cerca de seis por cento da energia total do nosso país, equivalente à energia utilizada por mais de 300 mil residências",alertou Swarbrick.
A proposta de moratória foi comparada à medida adotada pelo estado de Nova York, nos Estados Unidos, que recentemente promulgou uma legislação semelhante para criar novas regulamentações de proteção à rede elétrica. "Precisamos escrever as regras antes que o concreto seja derramado", completou a co-líder.
O Partido Verde já coletou mais de 4.900 assinaturas em apoio à petição que pede a implementação da moratória. Segundo dados do Data Center Map, existem 62 centros de dados em operação ou desenvolvimento em território neozelandês, com a maioria concentrada na região de Auckland.
Fonte: DCD
