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ViaSat-3 F3 entra em fase de testes e conclui constelação geoestacionária da operadora norte-americana

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Fonte: DCD
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O terceiro e último satélite geoestacionário da família ViaSat-3, lançado em 29 de abril, já atingiu a órbita prevista e concluiu a abertura do refletor e do braço extensor sobre a região da Ásia-Pacífico. Com cerca de 6,4 mil quilogramas, a espaçonave alcançou a altitude de aproximadamente 35,7 mil quilômetros, marcando o fim de uma jornada iniciada há anos pela operadora de comunicações ViaSat.

Após superar as fases mais críticas do lançamento e da separação, o equipamento iniciou a fase de testes em órbita. Segundo Mark Dankberg, presidente do conselho e diretor-executivo da empresa, o novo satélite oferecerá maior resiliência para usuários governamentais e comerciais de mobilidade. Ele destacou que a tecnologia de formação de feixes permitirá a distribuição ágil de largura de banda em regiões de conflito geopolítico, polos empresariais e outras áreas de alta demanda.

A constelação ViaSat-3 é formada por apenas três grandes satélites geoestacionários que operam em banda Ka, projetados para atender continentes inteiros ao longo de décadas. A unidade recém-chegada adiciona mais de um terabit por segundo de capacidade à rede global da companhia.

Diferentemente dos dois primeiros equipamentos da série, o ViaSat-3 F3 utiliza uma antena fornecida pela L3Harris, com um desenho alternativo. O modelo anterior, empregado no F1, protagonizou uma das falhas mais marcantes da história espacial recente. Após um lançamento bem-sucedido, a antena do F1 não conseguiu ser aberta, comprometendo de forma severa a capacidade de transmissão do satélite e provocando o acionamento de um seguro de cerca de 420 milhões de dólares.

Esse episódio, somado ao fracasso do satélite I6-F2 da subsidiária Inmarsat, resultou em indenizações superiores a 768 milhões de dólares apenas em 2023, causando forte impacto no mercado global de seguros espaciais. Atualmente, o F1 opera com apenas 10% da capacidade prevista, enquanto o F2, originalmente destinado a cobrir a Europa, o Oriente Médio e a África, foi redirecionado para atender as Américas como forma de compensar os problemas do primeiro.

As consequências do incidente levaram a ViaSat a abandonar os planos de construção do ViaSat-4, sinalizando uma guinada estratégica em direção a espaçonaves menores, mais baratas e produzidas em menor tempo. Dankberg havia garantido à imprensa que a antena do F3 não foi dobrada sob tensão para o lançamento, como ocorreu com os dois antecessores, embora ainda não estivesse claro se essa teria sido a causa da falha original.

A correção dessa sequência de crises três anos depois ajuda a recompor a imagem da ViaSat como uma operadora tradicional e confiável num momento de euforia no setor espacial. No fim de julho, a Northrop Grumman anunciou o lançamento de um veículo robótico orbital projetado para reabastecer satélites em órbita, com a perspectiva futura de também realizar reparos e atualizações, conferindo maior sustentabilidade às missões espaciais. Apesar da confiança da fabricante nessa tecnologia, demonstrada inicialmente em 2019, a ViaSat não se manifestou sobre a possibilidade de tentar abrir manualmente a antena do F1 por meio de algum serviço orbital.

Fonte: DCD

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