A operadora norte-americana AT&T deu um passo estratégico no segmento de telecomunicações voltadas à segurança pública ao migrar sua plataforma FirstNet para a rede 5G autônoma (SA). A medida promete ampliar a capacidade do serviço e abrir caminho para novas funcionalidades destinadas a bombeiros, policiais e equipes de emergência em todo o país.
A versão atualizada do FirstNet utiliza infraestrutura dedicada, operando sobre o núcleo 5G autônomo da AT&T. Por meio da plataforma Adaptive Mission Performance, a operadora consegue ajustar o desempenho da rede conforme a necessidade de cada operação, priorizando aplicações críticas em situações de risco.
A principal diferença entre o núcleo 5G autônomo e o modelo não autônomo está na independência em relação às redes legadas 4G. Ao dispensar o suporte de infraestrutura LTE anterior, o novo núcleo permite maior eficiência, velocidades mais elevadas e o uso de recursos avançados, como fatiamento de rede, automação, orquestração e computação de borda móvel.
De acordo com a empresa, os usuários do FirstNet não terão acesso apenas a um trecho isolado da rede comercial, mas a um núcleo inteiramente personalizado para atender às demandas específicas do setor de segurança pública. Para usufruir da novidade, é necessário possuir um dispositivo compatível com a tecnologia 5G autônoma, conexão essa que já está sendo disponibilizada sem custo adicional aos assinantes.
A iniciativa se apoia no cronograma de implantação do 5G autônomo da AT&T, que alcançou cobertura nacional no fim do ano passado. Hoje, a rede atende clientes da operadora com aparelhos adequados e sustenta novos serviços, incluindo uma plataforma de internet das coisas desenvolvida em parceria com a Cisco, que explora recursos como fatiamento de rede e desempenho sensível ao tipo de aplicação.
O FirstNet surgiu em resposta às falhas de comunicação reveladas durante os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, que evidenciaram a necessidade de uma rede unificada e resiliente para socorristas. A AT&T venceu a licitação no início de 2017, recebendo 20 megahertz de espectro na faixa de 700 megahertz e 6,5 bilhões de dólares em recursos públicos para construir uma rede nacional baseada em 4G. Na época, a companhia se comprometeu a investir cerca de 40 bilhões de dólares ao longo dos 25 anos de contrato e, desde então, já promoveu a transição gradual do serviço para o 5G.
A expansão chega quase dois anos após a concorrente T-Mobile dos Estados Unidos lançar o serviço T-Priority, voltado ao mesmo público e operando desde o início em rede 5G autônoma. Diferentemente do FirstNet, que se apoia em espectro exclusivo, o T-Priority utiliza fatiamento de rede e acesso prioritário para reservar capacidade dedicada aos usuários de segurança pública.
Fonte: DCD
