A internet está saturada de conteúdo produzido por inteligência artificial, e nem sempre é possível distinguir essas criações daquelas feitas por humanos. Embora imagens e vídeos sejam talvez o exemplo mais evidente dessa enxurrada digital, plataformas de streaming musical como o Spotify também vêm recebendo uma avalanche de faixas geradas automaticamente.
A Suno se destaca como uma das principais responsáveis por essa proliferação de canções sintéticas, mas agora a empresa anuncia que pretende mudar de postura. Em publicação em seu blog oficial, o cofundador e presidente da companhia, Mikey Shulman, afirmou que a medida é essencial para se adequar aos novos padrões do setor relativos à identificação de conteúdo produzido por inteligência artificial.
A partir das próximas semanas, todas as saídas de áudio geradas pelos modelos da Suno passarão a contar com marcas d'água embutidas. Com isso, as plataformas de distribuição terão a possibilidade de sinalizar o material como gerado por inteligência artificial ou até mesmo impedir sua veiculação.
Shulman não esclareceu se a empresa desenvolverá uma solução própria ou se adotará uma tecnologia já disponível no mercado, como o sistema SynthID, do Google. Recentemente, a gigante das buscas passou a licenciar o SynthID para outras organizações interessadas em identificar conteúdo sintético. De acordo com a empresa, a ferramenta já foi empregada para rotular o equivalente a sessenta mil anos de áudio produzido pelos modelos Gemini, além de mais de cem bilhões de imagens e vídeos.
Fonte: Ars Technica

