A empresa Anthropic anunciou nesta semana que começará a inserir marcas d'água em todo o conteúdo processado por seus modelos de inteligência artificial, incluindo textos que passam por modificações, e não apenas aqueles criados inteiramente pela máquina. A decisão foi comunicada por meio de um artigo de suporte publicado no site da companhia.
A medida foi adotada para atender às determinações do Regulamento Europeu de Inteligência Artificial, legislação que exige que todos os fornecedores de sistemas de IA marquem conteúdos de áudio, imagem, texto e vídeo que sejam gerados ou manipulados por inteligência artificial. A lei abrange qualquer modelo lançado após 2 de agosto e concede um prazo de adaptação até dezembro de 2026 para empresas atualizarem produtos lançados anteriormente.
Diferentemente de outras empresas do setor, a Anthropic optou por uma abordagem mais ampla. A companhia confirmou que todos os novos modelos oferecidos globalmente, e não apenas aqueles disponíveis no mercado europeu, incluirão os identificadores desde o primeiro dia de lançamento. Textos produzidos carrying marcas d'água incorporadas de forma invisível ao usuário, enquanto outros arquivos gerados contarão com metadados de procedência assinados digitalmente, quando tecnicamente possível.
O ponto mais notável da estratégia da Anthropic é que a empresa está aplicando as marcações a absolutamente todo o conteúdo processado, mesmo nos casos em que a legislação europeia não exige. O regulamento.isso inclui situações em que o sistema de IA desempenha apenas funções assistenciais de edição convencional, como uma simples correção gramatical, ou quando a intervenção não altera de forma substancial o texto original ou seu significado.
Fonte: Ars Technica

