A Polícia Federal realizou na quinta-feira passada a Operação Klonen, com o objetivo de investigar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias digitais, lavagem de dinheiro e escondeimento de patrimônio.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de ter promovido uma invasão cibernética contra uma entidade financeira da Alemanha, provocando perdas financeiras estimadas em 30 milhões de euros, o que equivale a cerca de 180 milhões de reais, no encerramento de 2023.
A investigação revelou que os valores roubados eram transferidos por meio de cartões de pagamento emitidos sem autorização dos titulares, contas temporárias, empresas fictícias, inúmerasa empresas de pagamento e plataformas de criptomoedas.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão distribuídos por diferentes cidades. No estado de Goiás, as ações aconteceram em Goiânia, Senador Canedo e Anápolis. No estado do Rio de Janeiro, foram realizadas cinco buscas. Já no estado de São Paulo, os agentes cumpriram ordens judiciais em Guarulhos, Carapicuíba e Indaiatuba.
Durante as diligências, a polícia apreendeu uma impressora tridimensional e uma arma de fogo supostamente fabricada com o equipamento. O Poder Judiciário também determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis no valor total aproximado de 106 milhões de reais.
A apuração teve início após o banco alemão Commerzbank informar às autoridades brasileiras que foi vítima de um ataque hacker proveniente do território nacional no final de 2023. As provas indicam que um dos participantes das fraudes concorreu a um cargo público nas eleições de 2024, tendo utilizado os recursos ilegais para financiar sua campanha, embora as autoridades não tenham revelado a identidade do suspeito.
A operação foi possível graças ao Projeto Tentáculos, iniciativa desenvolvida por meio de parcerias firmadas entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos e diversas instituições do setor financeiro e de pagamentos.
Fonte: Livecoins

