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Necrópole Tebana Desvenda Evolução dos Costumes Funerários Egípcios

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Fonte: Ars Technica
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A necrópole tebana, complexo funerário localizado no Egito, abriga mais de quatrocentas tumbas escavadas na rocha. Este sítio arqueológico representa um recurso inestimável para pesquisadores que buscam compreender as práticas de sepultamento e a história das civilizações que habitaram aquela região milenar.

Pesquisadores divulgaram um estudo pioneiro na revista científica Fronteras em Arqueologia Ambiental, revelando transformações significativas nos costumes funerários egípcios ao longo dos séculos. A investigação demonstra que as práticas de sepultamento sofreram alterações profundas, passando dos sepultamentos individuais em caixões ornamentados para a reutilização constante de túmulos mais antigos, resultando em maior concentração de restos mortais e sobreposições de corpos.

A equipe de pesquisadores concentrou suas análises na tumba número duzentos e nove, situada na necrópole ocidental. O monumento funerário foi construído no início da Vigésima Quinta Dinastia, período que compreende os anos setecentos e cinquenta e quatro antes da era comum até seiscentos e cinquenta e seis antes da era comum, sendo posteriormente abandonado durante a era ptolomaica, que se estendeu de trezentos e cinco antes da era comum até trinta antes da era comum.

O proprietário original do túmulo era provavelmente um alto dignitário de origem nubiana chamado Nisemro. Ao longo dos séculos, a estrutura foi repetidamente afetada por inundações repentinas provocadas por sua localização no leito de drenagem ativa do Uádi Hatasun, tornando o local um sítio de grande complexidade arqueológica.

Esta configuração peculiar permitiu aos cientistas aplicar uma metodologia designada como abordagem arqueotamatológica integrada, que combina informações sobre posicionamento dos corpos, uso de caixões, sobreposições de restos mortais e relações estratigráficas com análises osteológicas para reconstruir a sequência cronológica dos sepultamentos.

Os especialistas dedicaram atenção especial à câmara lateral três, uma das principais áreas secundárias da tumba que permaneceu praticamente intacta ao longo dos milênios.

Fonte: Ars Technica

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