A empresa responsável por grandes redes sociais permitiu a exibição de propagandas para um aplicativo capaz de produzir imagens e vídeos íntimos artificiais de mulheres, incluindo figuras políticas dos Estados Unidos. O caso representa mais um episódio de fracasso da companhia em coibir anúncios de ferramentas que geram material íntimo sem consentimento.
O aplicativo em questão, chamado Kromix, estava disponível na loja de aplicativos da Apple até que jornalistas da publicação americana Wired entrassem em contato com a empresa. Na descrição oficial, a ferramenta era apresentada como um "estilizador de imagens por inteligência artificial".
Propagandas em vídeo examinadas pela equipe de jornalistas mostravam uma narração que destacava a suposta ausência de limites do serviço. O áudio de um dos comerciais afirmava que "todas as personagens são pessoas reais" e descrevia o produto como "a inteligência artificial que homens realmente usam".
Em uma das peças publicitárias, uma mulher com forte semelhança com uma conhecida política americana aparecia diante das bandeiras dos Estados Unidos e da Presidência. A legenda "E se ela se movesse?" acompanhava a imagem. Após um piscar de olhos da mulher, a cena transicionava para outra mulher com o mesmo rosto, agora interpretando uma cena de conteúdo pornográfico.
O aplicativo convidava usuários pagantes a enviar fotografias para aplicação em diferentes situações, incluindo cenários nomeados como "estupro no quarto" e "amor Disney". Vídeos demonstrativos também exibiam cenas de mulheres vestindo trajes de super-heróis em contexto pornográfico.
A empresa não respondeu aos pedidos de comentário enviados aos contatos listados no aplicativo. A plataforma de redes sociais também não comentou o caso até o momento da publicação.
Fonte: Ars Technica

