O governo dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (26) os dados do indicador que mede a variação dos preços das despesas de consumo pessoal, revelando crescimento de 0,2% nos custos em julho. Enquanto produtos de consumo imediato como gasolina, derivados de energia, automóveis e artigos para lazer registraram retração nos gastos, o segmento de serviços, impulsionado principalmente por operações financeiras, seguradoras e atendimento de saúde, sustentou a elevação geral no período.
No acumulado de doze meses, esse indicador de inflação fica em 3,3%, significativamente distante da meta de 2% almejada pelo banco central norte-americano. Apesar disso, a principal criptomoeda do mercado mantém seu momento positivo e continua sendo negociada na casa dos US$ 78 mil.
Após a publicação desses dados de preços, o mercado financeiro elevou ligeiramente as apostas de que a autoridade monetária americana pode elevar as taxas de juros na reunião prevista para setembro. Alimentos e energia permanecem como componentes instáveis no cálculo do indicador, com variação mensal de 0,2% em ambos os casos quando excluídos do índice principal.
O valor do petróleo continua acima dos US$ 80, aproximadamente 20% maior que os patamares registrados antes do agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Mesmo assim, o consumo de combustíveis recuou 14% em julho. Em compensação, os setores de serviços financeiros, seguros e assistência médica apresentaram crescimento entre 23,2% e 24,3% no mesmo período.
A moeda digital de maior valor de mercado não demonstrou reação aos indicadores de inflação e segue em seu movimento de valorização. Nos últimos sete dias, o Bitcoin acumula elevação de 19,8%. As demais criptomoedas acompanharam essa tendência de alta, com leve correção para baixo nas últimas 24 horas. Nesse período, o Ethereum recuou 1%, o XRP caiu 5,8% e o Solana desvalorizou 1,7%.
Fonte: Livecoins

