A Meta concordou nesta quinta-feira em pagar quase 18 bilhões de dólares e impor restrições ao uso de suas plataformas por crianças e adolescentes, selando um acordo com a maioria dos estados americanos que acusavam a empresa de projetar produtos viciantes para o público jovem.
O acordo, que ainda precisa de aprovação judicial, encerra um processo no qual alguns estados exigiam mais de 1,4 trilhão de dólares em indenizações. Apenas o estado da Flórida recusou o acordo, classificando o valor oferecido como irrisório.
Entre as obrigações assumidas pela Meta, está a implementação de um limite diário padrão de duas horas para usuários menores de 18 anos nas plataformas Facebook e Instagram. Este limite é cumulativo entre os dois aplicativos, e o tempo gasto em ambos é somado, incluindo para quem utiliza múltiplas contas.
A empresa também bloqueará por padrão as notificações para menores entre meia-noite e seis da manhã, além de criar um modo escolar que silencia alertas entre oito da manhã e três da tarde. Adolescentes receberão alertas a cada 15 minutos de uso contínuo, bem como notificações ao atingir 60 e 90 minutos de uso diário.
A Meta, que já utiliza verificação de identidade e análise facial para confirmar a idade dos usuários, afirmou que os limites só poderão ser desativados mediante autorização dos pais. A empresa enfrenta acusações de que suas plataformas foram deliberadamente projetadas para fomentar uso compulsivo por crianças e de que falhou em alertar sobre riscos de dependência e problemas de saúde mental.
Fonte: Ars Technica

