Estimativas variam, mas diversos especialistas apontam que existem trilhões de planetas dentro do chamado Grupo Local de galáxias — nossas vizinhas galácticas mais próximas, incluindo a própria Via Láctea. Muitos desses corpos celestes encontram-se na chamada zona habitável de suas estrelas. Diante dessa vastidão, surge uma pergunta intrigante: se a vida consegue se desenvolver em tantos lugares, onde estariam as civilizações extraterrestres?
Essa questão está no cerne do chamado Paradoxo de Fermi, que sugere que, se a vida for relativamente comum no universo, os seres humanos já deveriam ter acumulado evidências concretas sobre a existência de civilizações alienígenas até agora. Os estudiosos que analisam esse paradoxo acreditam que pode existir algum tipo de "filtro" que limita ou até mesmo impede completamente uma civilização avançada de enviar sondas ou até mesmo naves espaciais portadoras de vida em direção a estrelas próximas.
Philip Johnston é um dos pensadores que dedica grande parte de suas reflexões a esse enigma cósmico. Matemático e físico natural do Reino Unido, Johnston vem ganhando notoriedade na comunidade espacial internacional como um dos principais defensores de centros de dados em órbita. Em 2024, ele fundou a empresa Starcloud com o objetivo de desenvolver esses data centers orbitais. Atualmente, a companhia está avaliada em 2,3 bilhões de dólares.
Fonte: Ars Technica

