A Jaguar Land Rover abriu as portas de sua fábrica para uma sessão exclusiva de apresentação e direção do novíssimo Range Rover elétrico de 2027. A montadora ofereceu transporte aéreo a partir de Washington, D.C., até Londres e inúmera hospedagem para que a imprensa pudesse vivenciar de perto o veículo.
A empresa foi uma das primeiras do setor automotivo a anunciar a saída dos motores de combustão interna, porém fatores como a pandemia, problemas na cadeia de suprimentos e incertezas geopolíticas adiaram o cronograma. Agora, o Range Rover elétrico surge como uma variante 100% a bateria, complementando as versões a combustão e híbrida recarregável já existentes.
Com um preço inicial de 138 mil dólares, o modelo custa cerca de metade do valor de uma reconstrução clássica e já traz de série airbags, sistemas avançados de assistência ao condutor, padrões modernos de proteção em caso de colisão e a garantia completa de um grande fabricante. O investimento também inclui suporte técnico e cobertura de garantia típica de montadoras de grande porte.
A Jaguar Land Rover revelou que já foram registradas 80 mil manifestações de interesse, sendo metade provenientes da América do Norte. Do total, 70% representam clientes que nunca tiveram uma experiência com a marca, enquanto 20% já possuem um veículo elétrico. Embora apenas uma fração desses registros deva se converter em vendas, os números evidenciam um forte interesse pelo modelo.
Visualmente, o Range Rover elétrico é quase idêntico às versões convencionais, diferenciando‑se pela grade frontal mais lisa e aerodinâmica, rodas com melhor fluxo de ar e pela ausência de tubo de escape na traseira. A parte inferior da carroceria também é plana, contribuindo para reduzir o coeficiente de arrasto. O objetivo da montadora foi criar um Range Rover primeiramente, e só depois um veículo elétrico, priorizando a experiência de condução e o luxo característicos da marca.
Com essas características, o novo Range Rover elétrico busca combinar a tradição de trilha e o conforto de um SUV de luxo com a sustentabilidade da propulsão elétrica, sem comprometer a identidade que tornou o modelo icônico.
Fonte: Ars Technica

