A Meta apresentou nesta semana o Muse, seu mais novo agente de inteligência artificial pessoal, que promete auxiliar os usuários com tarefas do cotidiano. O lançamento ocorre menos de duas semanas após a empresa aceitar um acordo bilionário de 18 bilhões de dólares com dezenas de estados americanos em um processo que alegava danos causados pelas redes sociais aos consumidores.
O Muse funciona conectando-se aos aplicativos e serviços que fazem parte da rotina do usuário, como e-mail, calendários, pagamentos, saúde, casa inteligente, alimentação, compras, música e eventos. Entre as funcionalidades oferecidas estão o envio de mensagens, reserva de viagens, negociação de contas, preenchimento de formulários, criação de planos, conversão de receitas em listas de compras e realização de compras online com proteção ao consumidor através da integração com o Link by Stripe.
O assistente estará disponível inicialmente pelo site muse.ai, nos aplicativos para iOS e Android, além do WhatsApp. A empresa também planeja levá-lo aos seus óculos de inteligência artificial. O serviço será gratuito, mas exigirá um cartão de crédito para cadastro. Dois planos pagos serão oferecidos no lançamento: o plano Power por 20 dólares mensais e o plano Máximo por 100 dólares mensais, ambos oferecendo mais tempo de uso para delegação de tarefas cotidianas.
A Meta afirma que o Muse opera em um ambiente isolado denominado Muse Secure VM, garantindo proteção de dados pessoais. A empresa garante que o assistente não terá acesso a senhas ou métodos de pagamento, e que conversas e dados não serão compartilhados com os sistemas de anúncios da plataforma.
Contudo, o histórico da empresa levanta dúvidas sobre a confiança dos consumidores. Em 2011, a Meta fechou acordo com a Comissão Federal de Comércio após ser accusada de expor informações privadas de usuários indevidamente. Em 2019, o Facebook recebeu uma multa recorde de 5 bilhões de dólares por violações relacionadas à privacidade. A empresa também enfrentou escândalos como o da Cambridge Analytica e foi recentemente processada por 29 estados americanos, resultando no acordo milionário que precedeu o lançamento do Muse.
Para conquistar os usuários, a Meta projetou o Muse com opções de personalização, permitindo que cada pessoa escolha um nome, um avatar e configure a forma como o assistente se comunica. A empresa acredita que a utilidade do serviço e essa conexão personalizada poderão superar o ceticismo causado por suas controversies passadas.
Fonte: TechCrunch

