A administração Trump lançou na semana passada um portal governamental chamado Arcade.gov, que oferecia cinco jogos baseados em navegador com objetivo de promover a agenda do presidente. O site foi apresentado ao público por meio de vídeos nas redes sociais que parodiavam as telas iniciais de consoles clássicos de empresas conhecidas do setor de videogames.
Entre os jogos disponíveis, um deles se destacava pela controvérsia: "Build the Wall", uma obra que zombava do clássico Tetris e propagava ideologias anti-imigrantes. O desafio consistia em "proteger a fronteira contra a horda que se aproxima", utilizando linguagem considerada racista por críticos e organizações de defesa dos direitos humanos.
Após intensas críticas e ameaças de possíveis ações judiciais, apenas quatro jogos permanecem acessíveis no portal. A desenvolvedora responsável pelo Tetris original emitiu um comunicado oficial no dia seguinte à polêmica, no qual repudiou qualquer tentativa de usar a marca para dividir pessoas.
"Na Tetris, acreditamos no poder da conexão e de unir pessoas, não de separá-las", declarou a empresa em suas redes sociais oficiais. O pronunciamento ainda esclareceu que a Tetris Company não teve qualquer participação na criação de "Build the Wall" e que trata violações de direitos autorais com extrema seriedade.
Embora não haja confirmação de que a empresa tenha entrado com uma ação judicial formal contra a Casa Branca, a simples ameaça parece ter sido suficiente para que a administração removesse o jogo do ar, cedendo à pressão pública e às possíveis consequências jurídicas.
Fonte: Mashable

