Poucas semanas após assumir o comando da nação andina, Abelardo de la Espriella demonstrou que não pretende ser um presidente decorativo. Em uma live transmitida por suas contas nas redes sociais, o mandatário discorreu longamente sobre os quatro grandes flagelos que acometem a Colômbia: a corrupção sistêmica, o narcotráfico, o contrabando de mercadorias e a exploração mineral clandestina. Ao lado de Andrés Felipe Velásquez Reyes, titular da Direção Nacional de Impostos e Alfândegas (DIAN), Espriella deixou claro que o governo vai agir sem piedade contra qualquer prática que prejudique os cofres públicos.
Como comprovação prática das intenções governamentais, a Receita Federal colombiana confiscou o equivalente a quase cinquenta milhões de reais em produtos de origem clandestina. Entre os itens apreendidos, destaque para veículos aéreos não tripulados utilizados por organizações criminosas para monitorar operações ilegais. "Chega de leniência: restringimos a entrada de componentes químicos utilizados na fabricação de entorpecentes, equipamentos de pilotage remoto e maquinário de mineração. Essas mercadorias só poderão ingressar pelos portos de Cartagena e Bogotá, a fim de preservar nossos ecossistemas", declarou o presidente durante o pronunciamento.
No tocante às moedas digitais, Espriella revelou planos de um programa ambicioso de controle. "Existe uma área extremamente turva relacionada às criptomoedas. Pretendemos fiscalizar todos aqueles contribuintes que, sendo residentes fiscais colombianos, ocultam criptoativos no exterior. Há um vácuo enorme por onde sonegadores escapam, e isso vai acabar", afirmou o mandatário. O pronunciamento ainda prometeu caçar recursos provenientes de atividades ilícitas que se valem da privacidade proporcionada por esses ativos virtuais.
Antes desse discurso, o presidente já havia provocado comoção internacional ao publicar imagens em que caminhava entre corpos de supostos integrantes de uma facção armada remanescente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Na ocasião, Espriella enviou uma mensagem inequívoca aos grupos criminosos: "Os cidadãos de bem não precisam mais viver com medo. Quem deve tremer são os bandidos, pois aqueles que não se renderem vão terminar assim. O país ficou tempo demais ajoelhado diante do crime. A partir de agora, será a criminalidade que se curvará diante da força legítima do Estado".
A estratégiaowska de mão firme defendida por Espriella tem despertado comparações com Nayib Bukele, mandatário de El Salvador que implementou uma dura investida contra as gangues em seu território. Ambos compartilham a mesma filosofia: tolerância zero com a criminalidade e disposição para usar toda a força do Estado contra aqueles que ameaçam a ordem pública.
Fonte: Livecoins