Um novo guia gratuito está orientando diretores de segurança da informação sobre como implementar agentes autônomos de inteligência artificial nos testes de penetração de sistemas web. A publicação chega em um momento crítico, diante do aumento exponencial de ataques que exploram vulnerabilidades recém-descobertas.
Segundo dados da Mandiant, divisão de segurança cibernética da Google Cloud, hackers maliciosos conseguem transformar novas falhas de segurança em armas de ataque em aproximadamente cinco dias. Esse prazo alarmantemente curto contrasta fortemente com a lentidão das organizações na correção desses problemas.
A pesquisa Verizon DBIR de 2026 revela que o tempo médio para que uma empresa aplique uma correção em uma única vulnerabilidade chega a 43 dias. Esse hiato de quase seis semanas representa uma janela de exposição significativa para cibercriminosos.
De acordo com o relatório, a exploração de vulnerabilidades conhecidas é atualmente a principal porta de entrada para invasões, correspondendo a 31 por cento de todas as violações de dados registradas.
O guia recomenda que líderes de segurança cibernética estabeleçam requisitos rigorosos antes de utilizar agentes autônomos de IA em ambientes de produção, incluindo protocolos de supervisão humana, limites de ação e mecanismos de interrupção imediata em caso de comportamentos inesperados.
Fonte: The Hacker News