O mais recente longas-metragens da franquia Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, tem provocado intensos debates entre os espectadores. O final da produção dividiu radicalmente a opinião dos fãs, que não conseguem chegar a um consenso sobre se a conclusão representa um desfecho satisfatório para a narrativa predominantemente trágico apresentada ao longo da obra.
A história acompanha Bryan Hodukavich, um simples mensageiro da área médica incumbido de levar um misterioso pacote até o Hospital Geral de Raccoon City. Durante sua jornada repleto de criaturas mutantes, ele descobre que a embalagem contém um agente químico essencial para a produção de uma vacina contra um vírus devastador desenvolvido pelos cientistas da Umbrella, que atuam sem compreender completamente as consequências de seus atos.
Tragicamente, Bryan é mordido por uma jovem infectada e, ao chegar ao hospital, transforma-se em uma criatura semelhante ao Nemesis. Ainda que sua consciência permaneça parcialmente intacta, a mutação assume o controle, levando-o a assassinar todos os cientistas presentes no último pavimento do estabelecimento. No momento decisivo, o último pesquisador restante é eliminado, e a seringa com a vacina cai vinte e oito andares abaixo, simbolizando a perda irreparável.
Nas redes sociais, muitos espectadores manifestaram frustração com o desfecho. Um usuário escreveu que a produção "escorregou numa casca de banana" ao final, considerando-o apressado e estranho. Outro comentário afirma que a primeira metade oferecia um dos terror mais eficientes já vistos, mas a conclusão ridícula comprometeu o restante da experiência.
Por outro lado, uma parcela significativa dos fãs defende a abordagem, argumentando que Bryan jamais poderia sobreviver. "Ele basicamente é um personagem secundário", escreveu um espectador. "O filme inteiro demonstra como um monstro de Resident Evil realmente surge. A maioria das pessoas principais não sai ilesa dos eventos da série."
O protagonista Austin Abrams revelou ter considerado o roteiro "louco e chocante" em sua primeira leitura. Em entrevista, afirmou que reconhece a coragem de Cregger em tomar decisões arriscadas. "Estamos aqui para sentir, para vivenciar algo", completou.
Curiosamente, Cregger admitiu que o desfecho exibido não era a conclusão original planejada. O diretor revelou ter gravado a sequência alternativa como um "plano de contingência", caso o final inicial não provocasse o impacto desejado na audiência.
Fonte: IGN Brasil