A rede Ethereum apresentou nesta segunda-feira informações completas sobre a atualização batizada de Glamsterdam, cujo objetivo principal é ampliar a escalabilidade da camada base da infraestrutura blockchain. Esta evolução sucede a atualização Fusaka e antecede a Hegotá, que conforme o cofundador Vitalik Buterin, representará o último fork convencional do projeto.
Os nomes atribuídos a essas três atualizações seguem um padrão curioso de fusão. Glamsterdam combina Gloas com Amsterdã, enquanto Hegotá une Hegota a Bogotá. Já Fusaka faz referência às cidades japonesas de Fukuoka e Osaka, simbolizando a origem dos termos mesclados. Essas designações não são meras combinações aleatórias: refletem a natureza de camada de consenso dessas atualizações, seguida pelo nome de uma metrópole.
Entre as principais modificações implementadas pela Glamsterdam, os desenvolvedores destacam a separação entre proponentes e construtores de blocos, o processamento paralelo de acessos ao estado da rede e uma nova metodologia de precificação do combustível utilizado nas taxas de transações. Quatro Propostas de Melhoria do Ethereum foram evidenciadas: EIP-7732, EIP-7928, EIP-8037 e EIP-8038, além de outros 21 EIPs complementares, incluindo sete relacionados ao suporte da rede.
A implementação está programada para ocorrer na rede de testes Sepolia no dia 6 de outubro. Os cronogramas para ativação nas redes Hoodi e principal serão publicados assim que as equipes responsáveis pelos clientes definirem os prazos. Detentores de ETH não precisarão realizar nenhuma ação especial, contudo operadores de nós deverão atualizar seus programas.
O programa de recompensas por vulnerabilidades relacionadas à Glamsterdam pode pagar até 1 milhão de dólares para falhas críticas identificadas. Parallelamente, o Ethereum acumula alta de 78% nos últimos quatro meses, saindo do suporte de 1.500 dólares registrado em junho, reforçando a confiança dos investidores na plataforma.
Fonte: Livecoins