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Poli da USP e CPQD firmam convênio de R$ 1 milhão para criar mecanismos de privacidade em blockchain

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Resultados esperados em pesquisa da USP sobre blockchain citam proteção ao Drex (Foto/Apuração do Livecoins). — Fonte: Livecoins
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A Universidade de São Paulo anunciou nesta semana os detalhes do acordo selado com o CPQD para o desenvolvimento de soluções voltadas à proteção de dados em redes blockchain. O contrato, formalizado no último dia 28 de setembro, prevê um aporte financeiro de R$ 1,008 milhão para a execução do projeto ao longo de dois anos.

O convênio reúne especialistas da Escola Politécnica da USP e técnicos do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, contando com suporte operacional da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia. O objetivo central consiste em superar os desafios relacionados à lentidão e aos elevados custos computacionais presentes na verificação de transações em ambientes descentralizados.

Os estudos priorizarão a implementação de provas de conhecimento zero, mecanismo criptográfico que permite validar operações financeiras sem Necessitar exposição dos dados sensíveis dos participantes. A equipe de pesquisa também trabalha no desenvolvimento de algoritmos capazes de resistir a ataques futuros de computadores quânticos, garantindo a segurança dos ativos digitais a longo prazo.

O projeto possui aplicação direta na infraestrutura do Drex, moeda digital do Banco Central brasileiro. Os pesquisadores pretendem elevar significativamente o nível de proteção das informações em blockchains emitidas por instituições estatais. A coordenação geral ficou a cargo do professor Marcos Antonio Simplicio Junior, docente da Escola Politécnica.

Do total de recursos destinados ao convênio, R$ 638 mil serão direcionados ao financiamento de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação. Os bolsistas participarão ativamente da elaboração de relatórios técnicos e da construção de protótipos funcionais.

Quanto à propriedade intelectual, o contrato estabelece divisão equitativa de 50% entre a universidade e o centro de pesquisa. Qualquer invention ou inovação registrada durante o período de vigência seguirá essa regra de compartilhamento. A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia ficará responsável pela gestão dos recursos e pelos repasses financeiros.

A parceria contempla a entrega de um kit de desenvolvimento de software para facilitar a integração com sistemas comerciais. A documentação técnica orientará empresas interessadas na adoção dos novos protocolos de privacidade. A expectativa é que a redução do consumo de recursos computacionais contribua para a redução das taxas cobradas dos usuários em redes descentralizadas, impulsionando a escalabilidade do setor.

Fonte: Livecoins

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