A entidade Juntos por Cripto no Brasil realizou um levantamento completo das novas composições do Congreso Nacional para identificar quais legisladores recém-eleitos defendem a causa das moedas virtuais. A análise demonstra que o cenário político se tornou mais favorável aos ativos digitais, especialmente no Senado Federal.
Segundo Marina Fagali, que dirige o movimento, três deputados federais conseguiram cadeira no Senado durante o último processo eleitoral, o que representa um reforço significativo para as discussões sobre criptomoedas na casa legislativa. A executiva afirmou que as mudanças promovidas pelo domingo de eleições criaram um ambiente propício para a pauta, uma vez que o número de parlamentares classificados com a nota máxima no sistema de avaliação da organização praticamente dobrou.
Esse avanço é considerado estratégico pela diretoria do movimento, principalmente diante de projetos de lei de grande importância para a comunidade, como o PL 4932, que versa sobre a separação patrimonial e já obteve aprovação na Câmara dos Deputados. O texto aguarda votação no Senado há vários meses e seu andamento pode ser facilitado com o novo posicionamento da Casa.
Apesar do otimismo com as renovações no Parlamento, Fagali alerta que ainda existe um número expressivo de políticos sem nenhuma definição sobre o tema. Ela defendeu que é necessário intensificar o diálogo com esses legisladores para que compreendam a relevância do Brasil como líder mundial em adoção de criptomoedas. A expectativa é trabalhar ao longo de 2027 para transformar esse cenário.
Os novos senadores que declararam apoio ao mercado de criptomoedas e receberam a classificação mais alta na avaliação da organização são Gustavo Gayer, pelo estado de Goiás, Zé Medeiros, por Mato Grosso, e Bia Kicis, pelo Distrito Federal. Os três são filiados ao Partido Liberal.
No campo da disputa presidencial, o panorama permanece incerto para o setor. Nem Flaviano Bolsonaro nem Luiz Inácio Lula da Silva incluíram em seus planos de governo medidas voltadas às moedas virtuais, apesar dos indicadores que colocam o Brasil no topo do ranking global de adoção de ativos digitais.
Fagali lembrou que ambos os candidatos também não se pronunciaram publicamente sobre a questão. Com aproximadamente três semanas até a realização do segundo turno, a organização pretende mobilizar a comunidade de criptomoedas para pressionar os postulantes ao Palácio do Planalto a assumirem compromissos com o setor em um eventual mandato.
Fonte: Livecoins