ITHACA, NOVA YORK – Uma jovem universitária da instituição Cornell acabou se tornando vítima de uma intensa perseguição digital após ingressar com um processo judicial contra sete integrantes de uma fraternidade, alegando ter sido submetida a estupro coletivo nas dependências da casa da fraternidade Chi Phi.
Segundo informações divulgadas por seus representantes legais, pelo menos três mulheres que não possuem qualquer ligação com o caso foram erroneamente identificadas por usuários das redes sociais e passaram a receber uma avalanche de mensagens ameaçadoras e ofensivas. A verdadeira autora da ação judicial, por sua vez, enfrenta uma situação ainda mais alarmante.
'Ela não está bem', afirmou o advogado Thomas Guiffra em declaração publicada no último domingo. O profissional explicou que sua cliente está sendo duramente atacada em múltiplas plataformas digitais, onde numerosos perfis tentam sistematicamente descobrir sua identidade real.
O episódio ilustra como processos envolvendo acusações de violência sexual em universidades norte-americanas podem rapidamente se transformar em episódios de linchamento virtual, colocando em risco a integridade não apenas da suposta vítima, mas também de mulheres que nada têm a ver com o caso.
Fonte: The Verge