A empresa de equipamentos de rede TP-Link enfrenta uma intensificação de problemas jurídicos nos Estados Unidos. O estado da Flórida, em conjunto com outros três estados americanos, entrou com ações judiciais contra o fabricante de roteadores, acusando-o de enganar os consumidores sobre suas ligações com a China e os riscos de segurança de seus dispositivos.
Os processos foram protocolados ontem, aproximadamente seis meses após a Comissão Federal de Comunicações anunciar uma proibição abrangente de roteadores de consumo produzidos total ou parcialmente fora do território americano. As denúncias incluem alegações de que a TP-Link mentiu sobre o envolvimento de hackers ligados ao governo chinês com seus produtos.
Diversos fabricantes de roteadores conseguiram obter isenções para continuar vendendo seus produtos no país, incluindo marcas como Netgear, Asus, Adtran, Amazon e sua subsidiária Eero, Calix, Nokia, além da divisão Starlink da SpaceX. No entanto, até o momento, o governo Trump não concedeu nenhuma exceção à TP-Link.
Com a proibição em vigor, a TP-Link está impedida de vender seus roteadores mais recentes, conhecidos como Wi-Fi 8, no mercado americano. Modelos que foram aprovados antes da implementação da restrição, contudo, ainda podem ser comercializados normalmente nos Estados Unidos.
Fonte: Ars Technica