O ex-craque Ronaldinho Gaúcho foi reconhecido como pessoa innocente de qualquer ligação com a empresa 18k Ronaldinho pelo Tribunal de Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte. A decisão foi tomada pela juíza Symea Simião em um processo trabalhista que revelou detalhes sobre um esquema de pirâmide financeira que movimentou milhões de reais entre 2019 e 2020.
Rhafael Horácio Nunes de Oliveira ajuizou a ação trabalhista dizendo ter trabalhado como diretor de logística da empresa, mas sem receber pelos serviços prestados. Ele afirmou ainda que foi incluído indevidamente no quadro societário sem ter qualquer poder de decisão sobre o negócio. A defesa de Ronaldinho, por sua vez, apresentou um contrato de cessão de imagem que comprovava que o atleta apenas emprestou seu nome e sua figura para a empresa, sem participar da gestão ou da administração.
O Ministério Público do Trabalho já havia solicitado a exclusão do ex-jogador do processo, argumentando que não havia indícios de sua participação além do uso de sua imagem. Ronaldinho faltou à audiência do dia 28 de setembro, mas a juíza considerou que os argumentos apresentados por sua defesa eram suficientes para excluir qualquer responsabilidade sobre a sociedade da empresa.
A magistrada entendeu que o ex-atleta do Flamengo, Atlético Mineiro, Barcelona e Seleção Brasileira teve sua imagem indevidamente vinculada a um negócio fraudulento. O esquema prometia lucros mensais aos investidores brasileiros e utilizava a fama do jogador como principal chamariz para atrair vítimas. Ronaldinho chegou a prestar depoimento na CPI das Pirâmides Financeiras em 2023 na Câmara dos Deputados, onde negou qualquer envolvimento com o golpe.
Marcelo Lara Marcelino, apontado como verdadeiro responsável pela empresa, foi condenado a pagar R$ 1,3 milhão por danos trabalhistas, já que ficou comprovado que ele inseriu Oliveira no quadro societário apenas para dar aparência de legalidade ao negócio. Com as custas processuais, o valor total da condenação ultrapassa R$ 1,7 milhão.
Fonte: Livecoins