As corretoras brasileiras de criptomoedas, denominadas pelo Banco Central do Brasil como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais, estão correndo contra o relógio para obter o registro de funcionamento junto ao órgão regulador. O prazo final para a solicitação encerra no dia 30 de outubro, e diversas empresas do setor já apresentaram seus pedidos de autorização.
Na terça-feira, dia 27, pelo menos duas corretoras que operam no país anunciaram oficialmente a submissão de seus requerimentos. A Ripio, empresa com sede na Argentina, chegou a solicitar que seus clientes retirassem os saldos mantidos na plataforma até o dia 29 de outubro, mas posteriormente confirmou nas redes sociais que o pedido de autorização foi devidamente protocolado. Segundo a empresa, o pedido contempla a atuação como corretora de ativos virtuais, englobando serviços de intermediação e custódia de criptomoedas, além da operação no mercado de câmbio, o que permitirá oferecer uma gama mais ampla de serviços financeiros vinculados a ativos digitais.
A Mercado Bitcoin também esteve entre as empresas que formalizaram o pedido no mesmo dia. A corretora informou que se encontra plenamente preparada para cumprir com as exigências regulatórias e dar continuidade às operações em nome de seus 4,8 milhões de clientes investidores. Em comunicado ao mercado, a empresa destacou seus 13 anos de experiência no setor e afirmou estar apta a operar sob os mais rigorosos padrões de governança corporativa, conformidade regulatória e segurança cibernética. O presidente e presidente do conselho da Mercado Bitcoin, Roberto Dagnoni, comentou que a regulação vem ratificar as práticas que a empresa já adotava há anos, construindo uma operação sólida e preparada para atuar dentro do novo cenário regulatório.
A nova regulamentação estabelecida pelo Banco Central trouxe mudanças significativas que afastaram diversas corretoras do mercado brasileiro, as quais consideraram os requisitos demasiado rigorosos para serem implementados dentro do prazo estabelecido. Entre as principais exigências, destacam-se a necessidade de manter separação patrimonial, possuir reservas financeiras de milhões de reais em caixa, apresentar relatórios periódicos ao órgão regulador e seguir à risca as diretrizes impostas pelas novas regras.
Na segunda-feira, dia 26, a Binance também pediu a aprovação de suas operações. Corretoras de grande porte como Bybit, OKX e outras plataformas internacionais de câmbio de criptomoedas já haviam enviado seus pedidos nas semanas anteriores, demonstrando que os principais atores do mercado permanecem atentos às exigências do cenário regulatório nacional.
Fonte: Livecoins