A montadora americana General Motors fechou um acordo para pagar 220 milhões de dólares após ser processada conjuntamente pelo Distrito de Colúmbia e por 35 estados americanos. O motivo foram as práticas da empresa na comercialização de dados pessoais de motoristas através do sistema Smart Driver.
O sistema Smart Driver foi apresentado pela montadora como uma ferramenta para que pais pudessem monitorar filhos adolescentes ao volante ou para que adultos acompanhassem seus próprios hábitos de direção. No entanto, descobriu-se em 2024 que a empresa estava compartilhando essas informações com intermediários, que por sua vez revendiam os dados para seguradoras.
Como resultado dessa prática, vários motoristas perceberam aumentos nos prêmios de seus seguros de automóvel. Muitos deles afirmaram nunca ter consentido com o compartilhamento de suas informações para essas finalidades comerciais.
No ano anterior, a General Motors e sua subsidiária OnStar já haviam fechado um acordo com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, que proibia ambas as empresas de compartilhar determinados tipos de dados de localização e comportamento de condução com terceiros por um período de cinco anos. O acordo foi concluído em janeiro. Na ocasião, a montadora também descontinuou o Smart Driver em toda a sua linha de veículos.
Diante das descobertas sobre o uso indevido dos dados dos consumidores, os procurador-gerais dos estados unidos decidiram entrar com uma ação judicial conjunta contra a empresa, resultando no acordo de 220 milhões de dólares anunciado agora.
Fonte: Ars Technica