O físico Ronald Koopman apresentou-se em 2018 durante uma reunião do Distrito de Ar da Califórnia do Sul para abordar um tema que parecia altamente técnico: a dispersão de ácido fluorídrico e os testes de mitigação com água. Esta substância, também conhecida como fluoreto de hidrogênio, é amplamente utilizada na fabricação de diversos produtos, incluindo refrigerantes, combustíveis, pesticidas à base de flúor e fluoropolímeros empregados na produção de utensílios antiaderentes. No entanto, o ácido fluorídrico figura entre os produtos químicos mais corrosivos e perigosos já conhecidos.
Koopman realizou experimentos com essa substância perigosa durante a década de 1980, alertando sobre o risco de acidentes mortais em instalações que lidam com materiais tóxicos. Com a atual administração norte-americana prestes a flexibilizar regulamentações criadas para proteger trabalhadores e comunidades de liberações químicas catastróficas, e com uma nova análise indicando aumento nos índices de acidentes químicos, a apresentação de Koopman sobre materiais extremamente perigosos ganhou uma urgência sem precedentes.
A situação levanta preocupações entre especialistas em segurança industrial e moradores de áreas próximas a fábricas que utilizam substâncias letais. Os dados recentes demonstram que a tendência de flexibilização de normas pode colocar em risco a vida de milhares de pessoas que moram e trabalham próximo a instalações industriais de alto risco.
Fonte: Ars Technica
