Investidores de bitcoin e demais criptomoedas seguem atentamente as decisões do Banco Central do Brasil (BCB) quanto à autorização das exchanges que poderão operar no país após 30 de outubro de 2026. Passado esse prazo, as empresas que não obtiverem aprovação terão um mês para encerrar suas atividades com os clientes. Além disso, a resolução nº 589 do órgão veda a qualquer empresa não aprovada a possibilidade de utilizar bancos nacionais como intermediários nas operações.
Uma apuração feita pelo usuário "Pumared" no fórum BitcoinTalk Brasil na quinta‑feira (24) revelou que apenas seis empresas estão listadas na fase de pré‑aprovação do BCB: Wynx Exchange, Onda Finance, W Brasil Comércio, Masterpay e PFPay. Das seis, quatro estão vinculadas aos códigos GEOF2/GTSP3, que correspondem a subunidades do regulador autorizadas a funcionar como corretoras de criptoativos. As demais aparecem sob o código GEOF4/DIFIN, sinalizando que podem estar pleiteando operar também fora do mercado de criptomoedas.
A lista de pré‑aprovação ainda não contempla grandes nomes do setor, como FoxBit, Binance, OKX e outras corretoras presentes no Mercado Cripto. A ausência dessas empresas sugere que elas ainda estão preparando a documentação para apresentar ao regulador, provavelmente deixando a submissão dos pedidos para mais perto do prazo estabelecido.
A perspectiva de novos fechamentos gera apreensão entre os investidores, especialmente após a onda recente de cancelamentos de CNPJ de plataformas como NovaDAX, Crypto.com, Coinex e Coinext.
Enquanto muitos aguardam a definição dos approvals, diversas exchanges já estão fortalecendo suas equipes de compliance para se adequar às novas regras. Entre as vagas abertas no Brasil estão: OKX – Analista Sênior de Compliance (São Paulo); Mercado Bitcoin – Especialista em PLD (São Paulo); Binance – Analista de Compliance para Clientes de Alto Risco (São Paulo); Bybit – Gerente de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (Brasil); KuCoin – Responsável de PLD (MLRO) (São Paulo). A abertura dessas posições indica que tais plataformas estão se preparando ativamente para atender à regulação imposta pela Lei nº 14.478/2022.
Com a proximidade do prazo final, o mercado de criptoativos no Brasil permanece em fase de ajuste regulatório, e o setor de compliance deve seguir em alta à medida que as empresas buscam a aprovação definitiva do Banco Central.
Fonte: Livecoins