A Agência Espacial Europeia confirmou que o asteróide (152637) 1997 NC1 fará sua aproximação mais próxima da Terra em 400 anos neste final de semana. Embora não haja risco de colisão com o planeta, o objeto será visível através de telescópios comerciais e binóculos astronômicos de várias partes do mundo.
A aproximação máxima ocorrerá no sábado, 27 de junho, quando o asteróide Passará a 2,56 milhões de quilômetros da Terra — uma distância equivalente a 6,6 vezes a distância entre o nosso planeta e a Lua. Com diâmetro estimado entre 700 metros e 1,6 quilômetro, o objeto não chegará tão perto da Terra novamente até o ano de 2133, de acordo com a ESA.
O momento de maior proximidade está programado para as 11:14 UTC do sábado, mas o melhor horário para observação varia conforme a localização do observador. Na Europa, incluindo Portugal e Espanha, a janela de visibilidade será na noite de 26 para 27 de junho, especialmente nas primeiras horas da manhã. No México e nos Estados Unidos, a noite de 26 para 27 de junho também oferecerá as melhores condições, com destaque para o período antes do amanhecer. Já na Argentina e no Cone Sul, a observação será mais favorável na noite de 27 para 28 de junho, quando o asteróide estiver em direção ao céu sul.
O asteróide permanecerá visível por vários dias após sua aproximação máxima, embora seu brilho diminua gradualmente e sua posição no céu se altere. Quem perder a primeira noite ainda terá oportunidades nos dias seguintes, embora as condições sejam menos favoráveis para observadores no hemisfério norte.
Apesar de ser maior que um arranha-céu, o asteróide não será visível a olho nu. A ESA estima que seu brilho atingirá aproximadamente a magnitude 10, semelhante ao de Netuno. Através de um telescópio ou binóculos astronômicos, o objeto aparecerá como um pequeno ponto de luz se movendo lentamente entre as estrelas, com um movimento de aproximadamente 40 segundos de arco por minuto — suficiente para notar o deslocamento em poucos minutos de observação.
Para visualizar o asteróide, será necessário mais do que os olhos nus. Mesmo sob o céu mais limpo, o objeto é 40 vezes mais tênue do que as estrelas mais fracas que o olho humano consegue distinguir. Além disso, a Lua estará próxima da fase cheia, o que reduzirá o contraste do céu e dificultará a observação de outros corpos celestes.
No momento da aproximação máxima, o asteróide estará próximo das constelações de Ofiúco e Serpens Cauda, ao sul da estrela Vega. Aplicativos de astronomia como Stellarium, Sky Tonight e SkySafari podem ajudar a localizar sua posição no céu em qualquer momento, bastando buscar por "1997 NC1".
Para uma experiência de observação mais confortável, astrónomos recomendam o uso de um telescópio comercial com abertura de pelo menos 100 milímetros, sendo que modelos de 150 a 200 milímetros proporcionarão uma visão muito mais nitida. Também será possível avistar o asteróide com binóculos astronômicos de 15×70 ou 20×80, preferencialmente montados em um tripé e em um local afastado da poluição luminosa.
Caso o céu esteja nublado ou o observador não tenha acesso a um telescópio, o Projeto Virtual Telescope realizará transmissões ao vivo nos dias 26 e 27 de junho, acompanhando o percurso do asteróide.
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