A montadora norte-americana Tesla enfrenta um grande recall na China. Os reguladores de segurança daquele país adotaram uma postura mais rigorosa e exigem que a empresa instale alertas informativos em 2,98 milhões de veículos elétricos dos modelos 3 e Y que circulam em território chinês. O objetivo é deixar mais claro como os ocupantes podem abrir as portas traseiras em situações de emergência, quando o carro perde energia elétrica.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas passaram a scrutinizar com mais intensidade os veículos equipados com portas controladas eletronicamente. Casos recentes de acidentes registraram consequências fatais justamente porque os passageiros ficaram presos dentro dos carros em chamas, sem conseguir sair. Diante desse cenário, a partir do próximo ano entrarão em vigor novas normas que estabelecem dimensões específicas para maçanetas e dispositivos de abertura de emergência.
Os veículos que já estavam à venda antes dessa regulamentação, como os modelos 3 e Y, tinham direito a um período de adaptação até o final de 2028. No entanto, as autoridades chinesas decidiram não aguardar esse prazo e exigiram que a Tesla tome medidas imediatas em relação aos quase 3 milhões de automóveis já circulando nas estradas do país. A determinação inclui a instalação de etiquetas de advertência nos painéis internos dos veículos, o que demandará acesso físico aos automóveis. Além disso, a montadora disponibilizará uma atualização de software que baixará automaticamente todos os vidros dos carros em caso de colisão, facilitando a saída dos passageiros.
Fonte: Ars Technica

