O Banco Central do Brasil (BCB) tornou pública nesta sexta-feira (6) a lista completa das empresas de criptomoedas que buscam obter autorização para manter suas atividades no país. O levantamento contempla 120 registros de CNPJ em diferentes estágios de análise pela autoridade monetária nacional.
Entre os pedidos analisados, 46 empresas pleiteiam a licença de corretora, enquanto 73 organizações solicitaram autorização para atuar como intermediárias. Apenas uma única companhia requereu a habilitação de custodiante. Até o momento, apenas a Higherway Tech Soluções Ltda. teve sua solicitação recusada pelo BCB.
A relação de empresas habilitadas como corretoras inclui nomes de peso do mercado financeiro digital, como OKX, Ripio, Mercado Bitcoin, Foxbit, Kraken, KuCoin, Gate, MEXC, Kast e Ether.fi. Bancos tradicionais também figuram na lista, casos de Nubank, Inter e Santander, ao lado de empresas especializadas como Circle e Ripple.
Segundo o Banco Central, a mera inclusão de uma empresa na relação não representa autorização para operar. "A inclusão nesta relação não significa que a sociedade esteja autorizada pelo BC. O pedido pode estar em análise ou ter outra situação registrada pelo Banco Central", alertou a instituição.
O segmento de intermediação concentra o maior volume de solicitações, com 72 empresas em análise. Nesse grupo aparecem gigantes internacionais como Binance e Coinbase, que não foram listadas na categoria de corretoras. A diferença entre as licenças explica essa separação: enquanto a permissão de intermediária abrange tanto a negociação quanto a custódia de ativos digitais, a habilitação de corretora permite administrar carteiras, realizar staking e outras atividades, porém sem a função de custódia.
A SRM Trust foi a única empresa a solicitar a licença de custodiante, permanecendo em caráter de espera para aprovação final do Banco Central do Brasil.
Fonte: Livecoins