O Bitcoin encerrou junho com desvalorização de 20,5%, marcando o pior desempenho mensal da criptomoeda desde junho de 2022. Naquela época, o mercado foi devastado pelo colapso do ecossistema da Terra (LUNA), quando as perdas mensais atingiram 37,3%. Embora houvesse uma fase de recuperação entre março e abril, quando o ativo subiu 1,8% e 11,9%, respectivamente, o cenário voltou a se deteriorar nos meses seguintes, impulsionado principalmente pelos receios relacionados à inflação decorrente da alta dos preços do petróleo.
Paralelamente, os fundos de investimento emBitcoin registraram seu pior mês desde o lançamento em janeiro de 2024, completando um cenário desafiador para o mercado de criptomoedas.
Especialistas identificam múltiplos fatores que contribuíram para a queda recente. O crash ocorrido em 10 de outubro representou o maior evento de liquidação da história das criptomoedas, vinculado à ameaça do ex-presidente Trump de impor tarifas sobre importações chinesas. Na sequência, os conflitos no Oriente Médio resultaram no bloqueio do Estreito de Ormuz, elevando a inflação global e pressionando bancos centrais a aumentarem as taxas de juros.
O setor de inteligência artificial continuou apresentando resultados robustos, atraindo capital que seria naturalmente direcionado às criptomoedas. Além disso, os avanços na computação quântica geraram preocupação entre parte dos investidores. Mais recentemente, a venda de bitcoins pela Strategy e outras empresas indicou que novos despejos podem ocorrer no futuro.
Os fundos de investimento registraram retiradas de 2,43 bilhões de dólares em maio e 4,51 bilhões de dólares em junho, agravando a situação do mercado.
Com o mercado comprimido, muitos investidores buscam identificar o momento ideal para entrada. Analistas como PlanB utilizam o preço realizado como métrica para projetar um alvo, indicando que o Bitcoin deve encontrar suporte abaixo dos 53.000 dólares antes de reverter a tendência. Já Brian Armstrong, fundador da Coinbase, acredita que a casa dos 60.000 dólares representa o fundo deste ciclo e que a moeda não deve cair mais.
Embora a projeção de longo prazo continue sendo de alta, a diferença entre entrar em 60.000 dólares ou 40.000 dólares pode representar até 50% de diferença nos ganhos futuros, explicando a ansiedade dos investidores em identificar a mínima deste ciclo.
Fonte: Livecoins
